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Folha de São Paulo

Convicções

| 16/06/2020, 08:33 08:33 h | Atualizado em 16/06/2020, 08:38

No encerramento do primeiro inquérito sobre suspeitas de vazamentos do caso Queiroz para a família de Jair Bolsonaro, no ano passado, a Polícia Federal especulou, sem apurar, que ofícios de agendamento de depoimentos enviados à Assembleia do Rio de Janeiro (Alerj) podem ter alertado deputados estaduais de que havia uma investigação em andamento.

Diante disso, “aqueles mais precavidos poderiam tomar medidas de conter os danos”, escreveu a PF no relatório.

Normal
“De acordo com essa hipótese, tendo em vista que Jair Bolsonaro disputava candidatura à Presidência e seu filho Flávio, ao Senado, é razoável supor que, tendo conhecimento das medidas que estavam sendo tomadas, providenciassem o afastamento e/ou exoneração dos assessores sobre os quais pairasse qualquer tipo de dúvida acerca de idoneidade e conduta”, consta no relatório.

Provas
A PF, no entanto, disse não saber quando teriam sido enviados os ofícios à Alerj, o que fragiliza a tese. No inquérito da rachadinha, no entanto, não há nenhum documento enviado antes da operação Furna da Onça ir para as ruas. Envolvidos na investigação também negam que a suposição relatada faça sentido.

Antecipado
O inquérito foi aberto a pedido de parlamentares do PT diante do fato de que Jair e seu filho Flávio exoneraram assessores que apareceram em relatórios do Coaf antes da deflagração da operação. A apuração foi arquivada em dezembro do ano passado, “sem restar confirmadas as suspeitas suscitadas.”

Revisão
A investigação foi reaberta no mês passado, após entrevista do empresário Paulo Marinho à Folha.

Não tá comigo
O Ministério Público Federal confirmou que a competência para investigar a suposta lavagem de dinheiro cometida por Flávio Bolsonaro em transações imobiliárias é do Ministério Público do Rio. A decisão foi tomada pela 2ª Câmara de Coordenação e Revisão.

Distância
De saída da secretaria do Tesouro Nacional, o economista Mansueto Almeida afirma que o ajuste das contas públicas será a agenda não apenas de seu sucessor, mas também dos que ocuparão o cargo no próximo mandato presidencial, a partir de 2023. “Se eu fosse esperar o ajuste, eu tinha que ficar aqui neste governo e no próximo também”, afirmou ao Painel.

Grande família
Ao saber que sua irmã, Sara Winter, líder do grupo armado de extrema direita “300 do Brasil”, havia sido presa ontem, Diego Giromini comemorou. Segundo ele, Sara não pode viver em sociedade, pois prejudica tudo o que toca: a família, a política, o País.

Alegria
“Como sou brasileiro e quero um país melhor, a notícia foi extremamente positiva. É uma pessoa totalmente descontrolada, só quer aparecer na mídia. Não serve para nada. É uma sociopata. Ela tem a cabeça da Suzane von Richthofen”, afirma Diego, que é ex-atleta de MMA e hoje trabalha como motorista particular em São Carlos (SP).

Maternidade
Diego se aborrece ao falar da relação de Sara com o filho de 4 anos. “A cada 15 dias a Sara exige que a minha mãe vá até Brasília para fazer stories (no Instagram). Ela não pede, exige. Os seguidores cobram 'cadê seu filho'. Quando ela se sente ameaçada, exige que minha mãe vá até lá levar o filho dela.”

Continua
A operação que prendeu Sara ainda não conseguiu cumprir todos os mandados de prisão autorizados pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. A ação deve seguir hoje.

Nos dedos
Abraham Weintraub (Educação) foi a terceira pessoa a ser multada por falta de uso de máscaras no Distrito Federal segundo informou o governo local. A máscara passou a ser obrigatória em 18 de maio, portanto, há quase um mês. O ministro foi sem proteção no rosto encontrar com manifestantes pró-Bolsonaro no domingo. A multa tem o valor de
R$ 2.000.

Anula
O Psol apresentou ontem uma ação civil pública em que solicita que a Justiça obrigue Bolsonaro a tirar do ar o vídeo em que incentiva as pessoas a invadirem hospitais públicos e de campanha durante a pandemia do novo coronavírus para filmar a oferta de leitos.

Tiroteio
“A saída de Weintraub deve ser motivo de comemoração. Há receio sobre o substituto, mas damos um passo por vez.”

Do deputado João Campos (PSB-PE), coordenador da comissão de acompanhamento do MEC, sobre o desgaste de Abraham Weintraub.

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