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Folha de São Paulo

Cola

| 14/03/2021, 11:41 11:41 h | Atualizado em 14/03/2021, 11:42

O retorno de Lula ao jogo político chacoalhou também o universo das centrais sindicais, eleitoralmente cindidas nos últimos pleitos. Representantes das maiores delas, como CUT, UGT e CTB, compareceram ao evento de quarta-feira e foram citados pelo ex-presidente.

Eles são unânimes em dizer que diferentemente das alternativas que estavam no tabuleiro, Lula é capaz de congregar as centrais e de construir um projeto viável para além da esquerda.

Abertura
O apelo de Lula para além do espectro da oposição é considerado fundamental por líderes sindicais. Em reunião na semana passada, o petista ouviu de Paulinho da Força, líder da Força Sindical e presidente do Solidariedade, o conselho de não repetir em 2022 a chapa de 2018 – esquerdista e para marcar posição.

Lembra
Em 2002, o ex-presidente teve o empresário José de Alencar como vice. Em 2018, Fernando Haddad teve Manuela D'Ávila, do PCdoB.

Na mão
“Melhor pingar do que secar”, disse o grupo da Força Sindical a Lula. “Tem que fazer uma chapa como a de 2002, que possa unir com o centro”, afirma João Carlos Gonçalves, o Juruna, secretário da Força que participou da reunião. “Tem que ter gente conservadora na chapa, para que a gente consiga ganhar do Jair Bolsonaro”.

Recado
Paulinho disse que se for assim, trabalhará para ajudar Lula na Força e no Solidariedade. Em seu discurso dias depois, o petista fez acenos aos partidos de centro.

Negacionismo
O documento enviado por Eduardo Pazuello (Saúde) ao Congresso na semana passada foi muito mal recebido pela cúpula do Legislativo. A leitura foi a de que ele faltou com a verdade sobre o calendário de imunização.


Nos últimos oito dias, o ministro reduziu o cronograma de vacinação em cinco oportunidades. No ofício à Câmara e ao Senado, no entanto, ele negou mudanças e afirmou que as 38 milhões de doses previstas para março estão mantidas.

Sem chance
Até agora, somente cerca de 3,5 milhões de vacinas foram entregues neste mês. Para aliados de Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Pacheco (DEM-RJ), será impossível que o general cumpra o que ele mesmo documentou, podendo dar, assim, a justificativa oficial para sua demissão.

Tá cedo
Após completar um ano de pandemia e de Bolsonaro minimizando o vírus, o governo resolveu, agora, abraçar a vacina e promete colocar uma campanha, enfim, na rua. A equipe de comunicação do governo reuniu-se na sexta-feira para começar a definir os detalhes.

Roupa nova
Sob nova direção, do almirante Flávio Rocha, a Secretaria de Comunicação deve, assim, acompanhar a tentativa de reposicionamento de imagem do Presidente, desgastado pela má condução da pandemia.

Enquanto isso
Assessor de Pazuello, Marcos Eraldo Arnoud enviou a contatos na sexta-feira peças de uma ação publicitária de conscientização contra a Covid-19 em favor de medidas restritivas, como toque de recolher e isolamento social. A campanha é de autoria do governo do Amapá, oposição a Bolsonaro.

Opinião
Conhecido no ministério como Markinhos Show, ele chegou na pasta com status de marqueteiro do ministro. Reivindicadas por diversos governadores, as iniciativas espalhadas pelo auxiliar são atacadas pelo Presidente. Bolsonaro comparou nesta semana os horários não permitidos de circulação com a situação de estado de sítio.

Segue
O Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região, em SP, declarou que relações de terceirização na Eletropaulo são legais e negou equiparação dos direitos dos empregados terceirizados da Eletropaulo com os dos funcionários da empresa.

Não
A decisão foi da juíza federal Sonia Franzini, que não reconheceu vínculo dos terceirizados. “A decisão tem enorme impacto sobre os milhares de contratos de terceirizados da Eletropaulo, bem como reforma a condenação imposta pela sentença de 1ª instância que poderia onerar por demais as operações”, afirma o advogado Ronaldo Tolentino, que representou a empresa.

Tiroteio
“Pazuello perde a confiança dos secretários de Saúde, mas cumpre as desordens do Bolsonaro.”
De Daniel Dourado, médico, advogado sanitarista e pesquisador da USP, sobre as cinco mudanças no cronograma de vacinação em oito dias.

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