Clubinho
Folha de São Paulo
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Lideranças da esquerda tiveram reações variadas ao manifesto lançado pelos presidenciáveis Ciro Gomes (PDT), Eduardo Leite (PSDB), João Amoêdo (Novo), João Doria (PSDB), Henrique Mandetta (DEM) e Luciano Huck (sem partido).
Presidentes e caciques de partidos receberam com bons olhos a defesa da democracia e a oposição a Jair Bolsonaro, mas viram seletividade na escolha de participantes. “Pareceu-me vetado para quem votou contra Bolsonaro em 2018”, diz Gleisi Hoffmann (PT).
Lista
“Desconheço se alguém do campo da esquerda foi convidado a assinar”, continua a deputada, destacando que “iniciativas em defesa da democracia sempre são importantes e louváveis.”
Bora
Os presidentes das centrais sindicais debateram o manifesto ontem. CSB, UGT, CTB e Força Sindical buscarão formas de apoiá-lo. A CUT divergiu. Miguel Torres, presidente da Força, enviou carta de apoio a medidas de controle da pandemia de Doria na semana passada.
Juntos
Flávio Dino (PCdoB), governador do Maranhão, enxerga com otimismo a proposta e diz que assina “todos os manifestos que ajudem a mobilizar a sociedade a favor da democracia e contra o terror bolsonarista”. Ele não foi chamado, no entanto.
Só vendo
Juliano Medeiros, presidente do PSOL, diz que esforços de unidade contra Bolsonaro são bem-vindos, mas “não podem vender ilusões”. Ele diz que é ingenuidade acreditar que “PSDB, DEM e Novo – corresponsáveis pelo caos que o Brasil vive – podem formular saídas para a crise”. Ele descarta adesão.
Tchau
Para o general da reserva Francisco Mamede de Brito Filho, 59 anos, Bolsonaro foi desrespeitoso nos episódios de demissão de Fernando Azevedo (ex-Defesa), e da saída dos comandantes das Forças.
Bênção
Ele diz que, se com as mudanças o Presidente pensa em se aproximar dos militares ou ter seu apoio, conseguirá apenas o afastamento. O general conviveu no Exército com Azevedo, Augusto Heleno e Luiz Eduardo Ramos.
Zero
Ele descarta qualquer chance de ruptura institucional. Brito fez parte da gestão Bolsonaro durante quatro meses, como chefe de gabinete do Inep, mas pediu demissão. Antes, no Exército, comandou contingente brasileiro no Haiti e a força de pacificação na Maré (RJ).
Epa
O governador do Piauí, Wellington Dias (PT), rebateu declarações de Bolsonaro, que relacionou, de novo, medidas restritivas à situação financeira da população. O Presidente disse que a “fome está batendo cada vez mais forte”.
Bate
Em um vídeo publicado pela coluna, Dias afirmou que o governo federal deixou de pagar o auxílio emergencial quando a pandemia se agravou e questionou a decisão.
Rebate
Bolsonaro fez a tréplica na tarde de ontem. O Presidente acusou o governador de acabar com empregos, falou que ele foi demagogo no vídeo e sugeriu que criasse um auxílio próprio no estado, já que reclama.
Fim
“Então faça sua parte antes de criticar os outros. O que mais quero é paz e harmonia com todos os governadores, sem exceção. Mas essa forma barata de fazer política não faz bem para a nossa democracia”, disse Bolsonaro.
Oração
André Mendonça (Advocacia-Geral da União) entrou com uma ação no STF pedindo a suspensão de medidas restritivas que proíbem cultos e missas no País por causa da Covid-19. Ele cita a proximidade da Páscoa.
Pai nosso
Essa foi a segunda iniciativa sobre o tema num intervalo de poucas horas. A primeira foi do PGR, Augusto Aras. O procurador-geral e o ministro de Bolsonaro disputam a base do Presidente mirando uma vaga no STF.
Retomada
A troca na presidência da Comissão de Segurança Pública da Câmara, com Emanuel Pinheiro Neto (PTB-MT) entrando no lugar do deputado Capitão Augusto (PL-SP), gerou expectativa de reaproximação da sociedade civil por parte de organizações.
Papo
Onze delas, como Instituto Sou da Paz, Igarapé e Fórum Brasileiro de Segurança Pública, enviaram ofício ao parlamentar solicitando uma audiência pública.
Tiroteio
“O principal sinal do governo em decomposição é que só bajuladores suportam se aproximar do seu mau cheiro.” De Carlos Fernando dos Santos Lima, procurador aposentado e ex-Lava a Jato, sobre a nomeação de Anderson Torres para a Justiça.
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Painel,por Folha de São Paulo