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Folha de São Paulo

Chinfrim

| 26/03/2021, 10:18 10:18 h | Atualizado em 26/03/2021, 10:25

Os documentos usados por um empresário investigado por tentar vender 250 milhões de doses de vacinas de Covid-19 para o Ministério da Saúde estão cheios de erros de português, problemas de formatação e, o que é incomum em papéis do tipo, às vezes utilizam linguagem informal e comentam o contexto político do País.

O homem apresentava um contrato falso de exclusividade com AstraZeneca para tentar vender. Ele foi alvo de operação da Polícia Federal ontem.

Att.
Mesmo com esse formato de abordagem, Christian Faria conseguiu uma reunião no Ministério da Saúde. Ele enviou e-mail em janeiro, mensagem ao celular de Élcio Franco (secretário-executivo da Saúde) e, então, teve um encontro com a pasta no final de fevereiro.

Básico
Nos documentos, até o nome do então ministro, Eduardo Pazuello, está escrito errado (“Pazuelo”). Depois de checar com a AstraZeneca que o contrato de exclusividade com a suposta empresa não existia, o ministério enviou o caso para a polícia.

Análise
Faria escreve em um deles que o modo de operação do Ministério da Saúde “faz o Presidente levar porrada das pessoas que não entendem” e que “a mídia coloca os desavisados como se fosse o Presidente que não quer comprar a vacina (sic)”. Além do governo federal, o grupo buscou governadores e prefeitos.

Chega...
A senadora Kátia Abreu (PP-TO) e o deputado Aécio Neves (PSDB-MG), presidentes das comissões de relações exteriores do Senado e da Câmara respectivamente, enviaram carta a Tedros Adhanom, diretor-geral da OMS, em que solicitam o adiantamento do envio de doses de vacinas de Covid-19 para o Brasil.

...Pra lá
A ação dos parlamentares acontece em momento em que Ernesto Araújo (Relações Exteriores) recebe críticas por criar tensão com o resto do mundo e, com isso, dificultar as tratativas para a importação de vacinas.

Linguagem
Auxiliares de Jair Bolsonaro dizem que a forma escolhida para pressionar pela troca de Araújo foi agressiva e, na opinião deles, deve fazer demorar mais o processo.

Pera lá
As declarações de Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Pacheco (DEM-MG) foram firmes pela mudança. De acordo com envolvidos, o Presidente se comprometeu a mexer, mas não disse quando.

Alívio
Secretários estaduais de Saúde classificaram como excelente a primeira reunião que tiveram com o novo ministro, Marcelo Queiroga. De acordo com presentes, o médico falou diversas vezes sobre a necessidade de seguir a ciência. Eles também elogiaram a entrevista concedida à imprensa na quarta.

Em vão
A representação feita pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) para que o Procurador-Geral da República, Augusto Aras, denuncie Jair Bolsonaro por crimes praticados na condução da pandemia é vista até por integrantes da entidade como sem futuro.

Estratégia
A leitura de alguns advogados, no entanto, é a de que Aras não vai tomar as providências pedidas, mas, assim, pode abrir caminho para a OAB entrar diretamente com uma ação privada contra o Presidente. Esse tipo de processo é previsto pelo código de processo penal e pela Constituição quando o poder público não oferece denúncia no prazo legal.

Resultado
A Polícia Civil de SP concluiu que não houve atentado a tiros à covereadora Carolina Iara, integrante de mandato coletivo do PSOL na Câmara Municipal.

Linha
O Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), encarregado da investigação, também deve concluir que não houve ataque a outra covereadora do PSOL, Samara Sosthenes, que registrou boletim de ocorrência dias depois.

Fim
Os relatórios devem ser entregues nesta semana.

Guarda
A Polícia Civil de SP decidiu que não vai devolver o revólver calibre 38 e a espingarda calibre 12 apreendidos de José Sabatini, empresário que gravou vídeo em que ameaçava atirar no ex-presidente Lula. As armas são registradas, mas a polícia encontrou boletins de ocorrência relacionados a eventos violentos protagonizados por Sabatini.

Tiroteio
“Além da 1ª e 2ª doses contra a Covid-19, para alcançar a imunidade, o País precisa de uma 3ª, o impeachment.” De Raimundo Bonfim, coordenador da Central de Movimentos Populares, sobre Bolsonaro, após o País ultrapassar 300 mil mortos.

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