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Colunista

Folha de São Paulo

Chapéu

| 13/10/2020, 08:16 08:16 h | Atualizado em 13/10/2020, 08:18

Tarcísio de Freitas (Infraestrutura) preparou uma lista de obras, separadas por região, valor e modal (ferroviário, rodoviário, porto ou aeroporto) e está fazendo romaria nas bancadas estaduais para convencer parlamentares a “apadrinharem” esses investimentos no Orçamento de 2021. Um terço do orçamento (R$ 2,6 bilhões) da pasta neste ano veio de emendas, que hoje são de execução obrigatória do Ministério da Economia, apesar do ajuste fiscal.

Certeiro
O principal argumento de Tarcísio é que essas obras têm mais chances de serem concluídas porque ou já foram iniciadas ou já têm projeto, aumentando a assertividade e a relevância das emendas.

Fininho
O cardápio de São Paulo é magro, tem apenas duas obras no Porto de Santos, duas no Aeroporto de Congonhas, nas hidrovias do Tietê e do Paraná, melhorias na BR-101 e um acesso na BR-153.

Razão
A rivalidade com João Doria (PSDB), não seria o motivo, segundo a pasta, mas sim a rede já instalada de concessões privadas no estado.

Agenda
Em agosto, a Folha mostrou que, em clima de campanha, Bolsonaro tinha preparado cronograma de inaugurações de obras que, em sua maioria, foram iniciadas nos governos petistas.

Receio
No lançamento do livro de Michel Temer, “A Escolha”, ontem, Denis Rosenfield contou que, em 2015, um ano antes do impeachment, o então comandante do Exército, Eduardo Villas-Bôas, lhe procurou para saber de Temer. Os militares estavam “preocupados com o País”, segundo Rosenfield. O encontro foi sigiloso.

Ação
Rosenfield, além de Villas-Bôas, também participou da reunião o então chefe do Estado Maior, Sergio Etchegoyen, que depois se tornaria ministro de Temer. Ao Painel, o ex-presidente disse que “não havia perspectiva de impedimento àquela altura” e que o interesse da cúpula militar deveria se dar pelo fato de não se conhecerem.

Valeu
Temer disse ainda que é grato à atuação dos militares em pelo menos duas ocasiões no governo. Durante rebeliões múltiplas em presídios, no fim de 2016, e em GLOs (Garantia da Lei e da Ordem), como a do Rio, em 2017. A iniciativa, no entanto, sepultou de vez a reforma da Previdência em seu governo.

Alvo
O presidente do Supremo, Luiz Fux, vai ter a segurança reforçada após o episódio do fim de semana. Ele derrubou a liminar do ministro Marco Aurélio e mandou prender de volta André do Rap, chefe do PCC.

Brecha
Advogados e juízes ouvidos pelo Painel dizem que o caso de André do Rap expõe um vazio na legislação, ainda a ser regulamentado. O processo do faccionado tinha saído da primeira instância por um recurso da defesa. Segundo essas pessoas, isso gera dúvida sobre quem deve renovar a prisão, se o juiz da preventiva ou o de segunda instância.

Sem essa
Marco Aurélio discorda. “Não dá para lavar as mãos. É o juiz o responsável. Isso está com muita clareza na lei. Não há nada para ser regulamentado ou mudado”, disse.

Flecha
O ministro do STF também fez mais críticas a Luiz Fux. Disse que o caso agora tem de ir para a turma analisar e não para o plenário. “Só quero que o presidente não casse meu contracheque. Ele que é um grande caçador”, afirmou ao Painel.

Briga
Líderes do Congresso e integrantes da equipe econômica temem que a rixa entre Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Maia (DEM-RJ) atrase ainda mais o andamento de projeto de lei que remaneja cerca de R$ 6 bilhões para obras. O ministério da Infraestrutura deve receber cerca de R$ 1,3 bilhão e o de Desenvolvimento Regional, R$ 2,4 bilhões.

Ao vento
A reorganização dos recursos foi prometida há dois meses pela Economia e só foi enviado à Comissão Mista de Orçamento na semana passada, o que foi criticado por auxiliares de Bolsonaro.

Complexo
A pasta da Educação é a maior afetada, é de lá que sairá a maior parte dos recursos. O ministro Milton Ribeiro já disse que isso comprometerá o funcionamento de institutos federais, que podem fechar.

Tiroteio
“A soltura do traficante André do Rap é a mais nova forma de impunidade: a fuga autorizada pela Justiça”
Do deputado federal Alex Manente (Cidadania-SP) sobre a decisão do ministro Marco Aurélio, do STF

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