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Painel da Folha de São Paulo

Chapéu

| 17/08/2021, 08:34 08:34 h | Atualizado em 17/08/2021, 08:37

Na mira do Conselho Nacional do Ministério Público, sem apoio da Procuradoria-geral da República e com investigações anuladas pelas cortes superiores, os procuradores da Lava a Jato do Rio Janeiro fecharam um acordo de delação premiada milionário e ofereceram ao menos três denúncias nos últimos meses.

Os casos, entretanto, não têm sido divulgados por causa do receio de novas investidas contra os procuradores como a que está em andamento no CNMP.

Corte
O corregedor-geral do conselho, Rinaldo Reis Lima, pediu em julho a demissão de 11 procuradores que atuaram na Lava a Jato do Rio sob a alegação de que eles publicaram no site do MPF dados sigilosos de uma investigação sobre o ex-ministro Edison Lobão e de seu filho, Márcio Lobão.

Pouco
Transformada em Gaeco (grupo de atuação contra o crime organizado) pela gestão de Augusto Aras, a antiga força-tarefa chefiada pelo procurador Eduardo El Hage tem em seus quadros atualmente nove procuradores e três assessores. A quantidade é classificada por investigadores como insuficiente.

Fora…
A Polícia Federal ouviu ontem o perito criminal Ivo Peixinho no inquérito administrativo aberto pelo TSE para investigar a live com ataques de Jair Bolsonaro às urnas eletrônicas.

…d'água
Especialista em crimes cibernéticos, o perito participa desde 2016 dos testes de segurança dos equipamentos e foi levado pelo ministro da Justiça, Anderson Torres, a uma reunião no Palácio do Planalto, em 23 de julho, dias antes da live de Bolsonaro.

Assim mesmo
Peixinho e mais um perito foram apresentados na reunião às teses de internet que o presidente usaria na live e disseram não ser possível fazer juízo de valor sem análise oficial.
Mesmo após o encontro, o ministro da Justiça apresentou relatórios assinados pelo perito para, em suas palavras, “corroborar” as ideias de Bolsonaro.

Bloco
Governadores de 13 estados e do Distrito Federal assinaram documento em solidariedade ao Supremo e seus ministros em meio às ameaças e agressões de Bolsonaro.

Mapa
Subscrevem o documento os governadores de DF, Bahia, Maranhão, Pernambuco, São Paulo, Rio Grande do Sul, Ceará, Paraíba, Espírito Santo, Piauí, Rio Grande do Norte, Alagoas, Sergipe e Amapá.

Berreiro
Durante entrevista ao influenciador bolsonarista Oswaldo Eustáquio neste domingo, Sérgio Reis chorou, defendeu Bolsonaro e voltou a convocar pessoas para protesto de 7 de setembro.

Fecha
“Se o povo não for para as ruas, Brasília não vai fechar, então não vai adiantar nada. O Exército não pode fazer nada, o presidente não pode fazer nada, e nós não podemos fazer nada”, disse Reis.

Boiada
Durante o fim de semana, repercutiu nas redes sociais um áudio em que Reis afirma que ele e os apoiadores de Bolsonaro invadiriam o STF e tirariam os ministros na marra. Sua mulher disse à coluna Mônica Bergamo que ele afirma ter sido mal interpretado.

Ruptura
O músico Guarabyra, da dupla Sá e Guarabyra, diz ao Painel que está decepcionado com a atitude de Reis em “ameaçar a normalidade constitucional para fazer valer seus pontos de vista.”

Silêncio
Ele diz que participaria de gravação da música Sobradinho no novo disco de Reis, mas desistiu após ouvir o áudio com ataques ao STF.

Lamento
“Perigosamente estimula aventureiros déspotas a agredir, além do que já vem sendo agredido, o Estado de Direito no Brasil. Em suma, a atitude de Sérgio é absolutamente abjeta, arbitrária e irresponsável”, afirma Guarabyra.

Convite
Randolfe Rodrigues (Rede-AP) quer que Marco Polo Del Nero, ex-presidente da CBF, preste depoimento à CPI da Covid. O parlamentar afirma que já protocolou o requerimento para ouvi-lo.

Rede
A vinculação de Del Nero à CPI se dá por meio de Francisco Maximiano, dono da empresa Precisa, que intermediou a venda da Covaxin para o governo federal. Reportagem da revista Veja mostrou que outra empresa de Maximiano, a Global, pagou R$ 7 milhões a escritório de advocacia do qual Del Nero é sócio.

Tiroteio
“Não é o Bolsonaro, é o Paulo Guedes. Como não tem nada de positivo para mostrar, ele fica arrumando problema”
De André Ceciliano (PT), presidente da Alerj, sobre a intenção do governo Jair Bolsonaro em vender o Palácio Gustavo Capanema.

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