Login

Imagem ilustrativa da capa de fundo do colunista

Painel da Folha de São Paulo

Imagem do colunista

Campanha

24/10/2021 11:47:23 min. de leitura

O senador Davi Alcolumbre (DEM-AP) terminou a semana afirmando a colegas de Congresso que vai agendar a sabatina de André Mendonça na Comissão de Constituição e Justiça até o dia 15 de novembro. Ele disse nas conversas que vai, enfim, pautar o assunto porque tem total convicção de que o 'terrivelmente evangélico' indicado pelo presidente Jair Bolsonaro para vaga no Supremo Tribunal Federal será rejeitado pela maioria dos senadores. O impasse já dura 102 dias.

Ele, não 

Alcolumbre fez pessoalmente campanha contra Mendonça e buscou voto por voto para derrotá-lo. Um dossiê sobre a suposta proximidade do ex-ministro da Justiça de Bolsonaro com a Lava Jato foi levado a parlamentares.

Meu nome 

O presidente da CCJ afirma a amigos que fará tudo pela indicação do Procurador-Geral da República, Augusto Aras. Ministros do governo, no entanto, dizem que Bolsonaro não aceitará porque vai manter a palavra de indicar outro evangélico, caso a derrota se concretize.

Anda 

Há outras indicações paradas na CCJ, como para o CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público). Elas também devem ser destravadas. Rodrigo Pacheco (DEM-MG), presidente da Casa, disse à Folha que a indicação pode ser votada no plenário na segunda quinzena de novembro.

Eu nunca 

Um discurso de Dias Toffoli, do STF, em cerimônia no STJ na quinta (21) foi interpretado como tentativa de afastar sua imagem da pecha de bolsonarista. Ele deu efusivos parabéns a Luiz Fux pelo discurso de 8 de setembro, em que rebateu os ataques do Presidente à Corte, e a Alexandre de Moraes por ser um “bastião” da defesa da democracia.

Recado 

Sem citar Bolsonaro, Toffoli disse que os perigos do mundo contemporâneo são as ameaças às instituições. O ministro afirmou que o mundo vive uma batalha pela verdade factual.

“Se uns dizem que a terra é plana, como discutir com eles? Se essa tribuna não é uma tribuna, é uma mesa, como conversarmos?”.

B.O. 

Toffoli abordou ainda tema tratado com discrição dentro da Corte, as supostas ameaças sofridas por familiares de Moraes por causa da condução dos inquéritos que miram Bolsonaro e seus apoiadores. Ele afirmou que o ministro “com coragem e sacrifícios da própria família 'tem defendido' na sua caneta o melhor da democracia brasileira”.

Fico 

A ministra da Agricultura, Tereza Cristina, tem dito a aliados que o embargo à carne bovina brasileira deve chegar ao fim nos próximos dias e, por isso, sua viagem para a China não deverá ser necessária. Em carta, a ministra colocou-se à disposição para tratar pessoalmente da demora na retomada das importações.

De acordo 

O deputado Alceu Moreira (MDB-RS), liderança da bancada ruralista, afirma que o governo chinês também disse que não vê necessidade no encontro. “Mostra que não é uma questão sanitária ou do Ministério da Agricultura. Podem ser razões políticas ou a preparação para buscar uma queda de preço”, conclui.

Rodando 

O ministro das Comunicações, Fábio Faria, passou a sexta (22) inteira na Faria Lima dando explicações sobre o caos da semana. Segundo a versão entendida por empresários: Guedes concordou em furar o teto na segunda (18), tentou mudar de ideia na terça (19), buscando outra solução, e foi vencido na quarta (20).

Nota 0 

Entre as várias razões da crise aberta por causa do Auxílio Brasil, bolsonaristas, Centrão e pessoas do mercado financeiro convergem sobre uma delas: a destrambelhada comunicação do governo, em especial de Paulo Guedes.

Narrativa 

Além de ser muito ruim furar o teto de gastos, dizem eles, é péssima também a desconfiança gerada por supostas ameaças de demissão e incertezas sobre recursos.

De olho 

O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) decidiu analisar um recurso apresentado pelo Instituto Brasileiro das Relações de Consumo sobre a compra de ações da BRF pela Marfrig, duas empresas do setor de proteína animal. O recurso diz que a operação implica  “potencial fechamento do mercado”.

Trava

Na prática, a análise impede que a Marfrig exerça direitos sobre as ações que adquiriu sem aval prévio do órgão.

Tiroteio

“A Vale cometeu o crime de Brumadinho, distribuiu R$ 30 bilhões de dividendos e ganhou mil dias de impunidade”.

De Rogério Correia (PT-MG), deputado, sobre os mil dias do rompimento da barragem de resíduos de minério de ferro em Brumadinho.

Este conteúdo é exclusivo para assinantes. Assine para acessar: Assinar Já é assinante? Acesse para fazer login