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| 08/06/2020, 07:48 07:48 h | Atualizado em 08/06/2020, 07:51

A decisão do Ministério da Saúde de sonegar dados sobre a evolução do coronavírus do País fez brotar diferentes fontes de informação da doença e deu relevância, no debate das redes sociais, a quem já estava produzindo estatísticas, como Brasil.io, Rede Covida e Wesley Cota.

Ontem, foi a vez do Conass (Conselho Nacional dos Secretários de Saúde) lançar um painel com números de contaminados e óbitos paralelo ao do governo federal.

Contagem
Os números eram diferentes em cada uma das fontes na noite de ontem. No site da Rede Covida, formada por pesquisadores da Fiocruz e da UFBA, o número de contaminados era de 691.682, com horário de atualização de 19h26.

Diferença
Já o painel do Conass, consolidado às 18h, mostrava 680.456 casos. No Brasil.io, uma rede colaborativa, o número era de 678.367. O número de óbitos também era distinto.

Sem fio
A profusão de bancos de dados confundiu até mesmo o ex-secretário do Ministério da Saúde João Gabbardo, hoje no governo de São Paulo. Em uma rede social, ele afirmou que a base dos estados seria atualizada a cada hora, o que foi descartado pelo Conass, que apresentará novos dados uma vez por dia.

Voz
Alberto Beltrame, presidente do conselho e secretário do Pará, disse que só existe uma fonte de dados: as secretarias estaduais de saúde. “O Conass divulgará os dados oficiais”, afirmou.

Vácuo
Os gestores locais se organizaram ainda para entregar à Opas (Organização Panamericana de Saúde), hoje, uma lista dos medicamentos usados no tratamento da Covid-19 que estão em falta. Eles querem que a organização internacional coordene uma compra coletiva para os estados, movimento novamente paralelo ao Ministério da Saúde.

Escalou
Comissão da Câmara criada para acompanhar o trabalho do governo durante a pandemia detectou que alguns remédios, como o sedativo Midazolam, subiram 287% e estão em falta em 76% dos estados.

Digital
Segundo o presidente da comissão, Dr. Luizinho (PP-RJ), gestores estão temerosos em autorizar compras com tamanho sobrepreço e serem responsabilizados por órgãos de controle no futuro.

Porta
Mais da metade das 15.933.101 de pessoas que tiveram negado o pedido de auxílio emergencial em abril recebeu a negativa por aparecer, no cadastro do governo, como empregadas. Foram 8.026.527 de recusas por este motivo. O benefício é pago a desempregados e microempreendedores que estão parados.

Rede
Uma parte desse contingente recorreu: 1.066.801, segundo a Datraprev. A Defensoria Pública da União vem atuando em inúmeros casos de pessoas que, embora desempregadas, aparecem com vínculo ativo nos registros oficiais e, por isso, não conseguem acessar o benefício.

Retrato
Uma das suspeitas da DPU é que o governo esteja usando bases de dados desatualizadas – para trabalhadores da iniciativa privada, a fotografia da análise é de março. Quem perdeu o emprego no primeiro mês do isolamento (abril) deve ser considerado inelegível. A DPU está negociando com o governo alternativa para evitar a judicialização.

Cheio
Em reunião virtual na última sexta (5), líderes partidários da Câmara discutiram como viabilizar uma eventual extensão do auxílio emergencial pelo valor atual de R$ 600. A Economia sinaliza renovar o benefício pagando R$ 300.

Baú
Parlamentares favoráveis à manutenção do valor, que incluem membros da oposição mas também do centro, defenderam apresentar como alternativa proposta de eliminar fundos que hoje têm verba represada – cerca de R$ 170 bi segundo parlamentares.

Lupa
Integrantes da equipe econômica dizem, porém, que a verba disponível é bem menor, pouco superior a R$ 50 bi e que a estratégia não evitaria o aumento efetivo de gastos. O ajuste seria apenas contábil.

Bonde
Rodrigo Maia (DEM-RJ) está sendo aconselhado a esperar a proposta do governo antes de mostrar sugestões da Casa.

Tiroteio
“Meu desejo era que ninguém estivesse na rua, mas respeito os jovens que estão de saco cheio com as ofensas à democracia”.

Do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), sobre os protestos ocorridos ontem, a despeito do pedido da oposição contra aglomerações.

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