Boa vizinhança
Folha de São Paulo
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Alvo de quase toda a classe política após novo embate com o Congresso ontem, o ministro Ernesto Araújo não teve a sua continuidade à frente do Itamaraty defendida nem mesmo pela maioria dos deputados bolsonaristas.
Parte deste grupo avalia que a relação de Jair Bolsonaro com o Congresso é boa atualmente e não deve ser sacrificada em nome da permanência do chanceler. Desde o início da pressão para derrubar Araújo, vários dos parlamentares ficaram calados.
Acontece
Eles são unânimes em elogiar Araújo e dizem que gostariam que ele não fosse demitido, mas decidiram não se envolver. "Existe pressão pela troca. Não vejo problema algum em trocar, ele já fez a sua colaboração, mas às vezes ceder tem seus ganhos", diz Bibo Nunes (PSL-RS).
Enigma
Ala dos bolsonaristas ressalta não saber o que o presidente da República quer fazer nesse caso, e diz que protestar contra a saída de Araújo talvez seja ir contra a própria vontade dele. Além disso, não veem implicância de Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Pacheco (DEM-MG) com Araújo por divergência ideológica.
Fora da curva
Os únicos que saíram em defesa de Araújo, pouco depois de suas postagens, foram os canais do bolsonarismo radical, o que levantou a suspeita entre parlamentares de ação orquestrada nas redes sociais.
O baile todo
Ministros do STF engrossam o coro pela demissão do chanceler e dizem que a hora dele já passou.
Tudo ou nada
Pessoas próximas de Araújo alegam que ele partiu para o contra-ataque porque o Congresso exagerou na dose. Para aliados do ministro, o Senado não deixou brecha nem para que ele tivesse uma saída honrosa da pasta ao indicar que não aprovaria sua indicação para alguma embaixada de relevo.
Calma lá
Apesar de a EBC ter sido incluída no programa de privatizações, o ministro das Comunicações, Fábio Faria, diz que a decisão ainda foi tomada. "Pode ser privatização, venda de ativos ou fechamento. O principal é colocar despesa dentro de receita", disse.
Para ontem
O governo trabalha para que o projeto que permite a privatização dos Correios seja aprovado ainda neste ano. "Não quero de jeito nenhum que passe para o ano que vem. Em ano eleitoral, projetos mais polêmicos não são votado", disse Faria.
Autoria
Levantamento da Polícia Federal diz que o Ministério Público Federal é o órgão que mais requisitou inquéritos com base na Lei de Segurança Nacional entre o início de 2019 e março deste ano.
Números
Ao todo, a PF abriu 85 investigações no período, das quais 31 foram a pedido do MPF. Em segundo lugar no ranking está a própria polícia, responsável pela abertura de 19 casos baseados na LSN.
Advogado
O atual ministro da Justiça, André Mendonça, foi autor de cinco dos pedidos de investigações com base na polêmica legislação. Sergio Moro, que inaugurou o uso do dispositivo na gestão de Jair Bolsonaro, solicitou dois inquéritos.
Pela ordem
A deputada Luísa Canziani (PTB-PR), relatora de projeto que regulamenta o "homeschooling", ensino domiciliar, decidiu que as famílias que forem submetidas a essa modalidade de educação deverão ser vinculadas a escolas públicas ou privadas.
Briga
O tema é polêmico. O Planalto, por exemplo, queria que a vinculação fosse com o MEC, que apontaria instituições intermediárias. Especialistas temiam que estas pudessem ser entidades religiosas.
Para já
O substitutivo fará duas coisas: assegurar o direito das crianças e regulamentar o dever da família", diz Canziani. A parlamentar deve fechar o relatório em abril após rodadas de audiências públicas.
Veja bem
Em reunião com as bancadas do PT do Senado e da Câmara na semana passada, o ex-presidente Lula deu um recado aos correligionários. Disse que quando os pares falam em frente ampla para as eleições de 2022, costumam citar o PC do B, PSOL e PSB, mas que isso representa só siglas de esquerda.
Pragmático
Para ser verdadeiramente ampla, insinuou o presidente, é preciso incluir os partidos de centro.
Tiroteio
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