Login

Esqueci minha senha

Não tem conta? Acesse e saiba como!

Atualize seus dados

ASSINE
Pernambuco
arrow-icon
  • gps-icon Pernambuco
  • gps-icon Espírito Santo
Pernambuco
arrow-icon
  • gps-icon Pernambuco
  • gps-icon Espírito Santo
ASSINE
Espírito Santo
arrow-icon
  • gps-icon Pernambuco
  • gps-icon Espírito Santo
Assine A Tribuna
Espírito Santo
arrow-icon
  • gps-icon Pernambuco
  • gps-icon Espírito Santo

PAINEL

Batata quente

| 17/08/2020, 08:36 h | Atualizado em 17/08/2020, 08:40
Painel

Folha de São Paulo

Siga o Tribuna Online no Google

Google icon

Responsável pela segurança da Copa de 2014 e dos Jogos do Rio, o delegado da Polícia Federal Andrei Rodrigues classificou como desproporcional, desarrazoada e fora da lei a produção pelo Ministério da Justiça de relatório sobre grupos identificados como antifascista. Ele se irritou com comparação feita pelo ministro André Mendonça, de que documentos semelhantes foram feitos sob seu comando. A diretoria de inteligência da pasta se reportava a Rodrigues entre 2013 e 2017, no governo Dilma.

Razões
Para a comissão mista de Controle da Atividade de Inteligência do Congresso, Mendonça deu exemplos de relatórios produzidos no governo Dilma Rousseff (PT) sobre a atuação dos black blocs entre 2013 e 2014. Também citou caso que envolveu o hoje deputado Kim Kataguiri (DEM-SP), líder do MBL, na época em que defendia o impeachment da petista.

Papel
“Nos competia a produção de conhecimento para atividade de polícia judiciária, com controle externo, para auxiliar investigações, ainda que de forma preventiva. Não nos competia inteligência de estado. São coisas diferentes. A lei é clara sobre isso”, diz Rodrigues ao Painel.

Lados
“Divirjo de qualquer paralelo que possa ser feito. Posso dizer categoricamente que a atividade de inteligência que a gente fez não guarda relação com isso, de monitorar pessoas por matizes ideológicas. Até hoje a gente não sabe se os black blocs eram de esquerda ou de direita”, completa. Apesar das críticas que faz, afirma não ter visto o relatório de agora.

Padrão
“Nossos relatórios sempre tinham relação com algum crime investigado. E o de agora? Ser contra o fascismo não é crime. Fico espantado de ver o ministério produzir um documento dessa natureza, que não guarda relação com a lei”, diz. Antes de ser secretário de Grandes Eventos, Rodrigues chefiou a segurança de Dilma nas duas eleições.

Acusação
O documento protocolado pela Coalizão Negra por Direitos na Câmara na última quarta, pedindo o impeachment de Bolsonaro, servirá como base da denúncia do movimento contra o presidente no Tribunal Penal Internacional, em Haia.

Motivos
O grupo acusará o governo de genocídio e crimes contra a humanidade, com enfoque na fragilização da vida negra e nas comunidades quilombolas.

Mira
O Grupo de Atuação Especializado ao Combate à Corrupção (Gaecc), do Ministério Público estadual do Rio, assumiu há cerca de três semanas a investigação sobre funcionários fantasmas no gabinete de Carlos Bolsonaro. É o mesmo grupo que investiga Flávio Bolsonaro.

Flecha
Entre as pessoas que tiveram sigilo bancário quebrado na apuração contra o senador, quatro também trabalharam para o vereador. O uso das provas da investigação de Flávio no inquérito de Carlos depende de autorização da Justiça.

Tutu
O prêmio que o Tribunal de Justiça de São Paulo planejava dar a desembargadores que participassem das Câmaras Extraordinárias poderia implicar em gastos de cerca de R$ 5 milhões. Pelo menos 56 já estavam inscritos para entrarem nos grupos, entre desembargadores e juízes substitutos de 2º grau.

Contas
O TJ suspendeu a criação das Câmaras na sexta, após o Painel revelar que a iniciativa poderia render extra de cerca de R$ 100 mil a cada magistrado.

Sigilo
Responsável por imobilizar um homem em reação a uma suposta tentativa de assalto, o secretário-executivo das Comunicações, Fábio Wajngarten, se negou a responder o motivo pelo qual possui porte de arma. O Painel perguntou três vezes. O registro vigente do equipamento foi feito no governo Bolsonaro, em 2019.

Prove
Para obter o porte, a pessoa precisa demonstrar a efetividade necessidade “por exercício de atividade profissional de risco ou de ameaça à integridade física, com declaração pormenorizada dos fatos e circunstâncias justificadoras e documentos comprobatórios”, diz a lei.

Silêncio
A Polícia Federal diz que a declaração de porte é documento sigiloso por conter informações pessoais.

Tiroteio
“Livros caros significam menos negros com acesso à produção de conhecimento, num momento em que ganham espaço”. De Serge Katz, sociólogo e pesquisador sobre ativismo digital na África francófona, sobre a tributação de livros proposta por reforma de Paulo Guedes.

SUGERIMOS PARA VOCÊ:

Painel

Painel, por Folha de São Paulo

ACESSAR Mais sobre o autor
Painel

Painel,por Folha de São Paulo

Painel

Folha de São Paulo

Painel