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Folha de São Paulo

“Allegro ma non troppo”

| 23/10/2020, 09:38 09:38 h | Atualizado em 23/10/2020, 09:40

A queda brusca de Celso Russomanno (Republicanos) mostrada pelo Datafolha não foi celebrada pela campanha de Bruno Covas (PSDB).

Ainda que o atual prefeito tenha assumido a ponta, a perda de sete pontos percentuais do adversário aponta para derretimento indesejado pelos tucanos, que preferem Russomanno no segundo turno a concorrentes como Guilherme Boulos (Psol), Márcio França (PSB) e Jilmar Tatto (PT). O apresentador de TV é considerado menos preparado.

De olho
Em um primeiro momento, os tucanos viam a proximidade com Jair Bolsonaro (sem partido) como negativa para Russomanno, dada a alta rejeição ao presidente na capital. Depois, em nova leitura, passaram a recear a entrada de ministros na campanha.

Deixa ele
De toda forma, eles veem Russomanno como alvo mais frágil, com propostas pouco sólidas e histórico de escândalos e posicionamentos controversos. Boulos surge como novidade e mostra potencial de unir grupos da esquerda, e França, no centro, pode ser “Frankenstein”: uma alternativa similar a Covas com acenos ao bolsonarismo.

Tudo igual
Marqueteiro de Russomanno, Elsinho Mouco diz que nada muda. “Mesmo foco, mesma energia”. Sobre os motivos para a queda no Datafolha, diz que prefere crer em pesquisa XP/Ipespe que mostrou Russomanno com 27% e Covas, com 25%.

Suspeita
Na reunião entre governadores e Eduardo Pazuello (Saúde), na terça (20), Ricardo Barros (PP-PR) fez um apelo pela necessidade da retomada urgente da economia.
Apesar das falas otimistas do ministro em relação à chegada de vacinas para o início do ano que vem, o líder do governo não demonstrou confiança. Segundo presentes, Barros disse que imunizantes poderiam ficar prontos apenas em 2022.

Tribunal
O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB-MA), foi ao STF contra Jair Bolsonaro.
Segundo ele, o presidente cometeu calúnia ao dizer em entrevista para a rádio Jovem Pan que tinha viagem prevista para participar de evento evangélico na cidade de Balsas, no Maranhão, mas como Dino lhe negara o efetivo da PM para fazer esquema de segurança teve de desistir.

Documento
Na peça enviada ao Supremo, Flávio Dino diz que não recebeu solicitação para a segurança presidencial.
Na petição, ele exige que Bolsonaro apresente provas da suposta recusa de colocar a polícia à disposição de sua segurança.

Secou
A despeito de ter afirmado ao Painel que o corte em 21% (R$ 39 milhões) nos recursos do Vivaleite não reduzirá o número de beneficiados atendidos, a gestão João Doria (PSDB) prevê distribuir 2 milhões de litros de leite a menos para crianças e idosos carentes de SP em 2021.
Os quase 7 milhões de litros se transformarão em 4,8 milhões, caso a Assembleia Legislativa aprove a proposta orçamentária.

Outro lado
A secretaria estadual de Desenvolvimento Social afirma que as iniciativas de segurança alimentar foram priorizadas em caráter emergencial durante a pandemia, “o que impactou na previsão orçamentária da pasta”.

A secretaria diz também que o corte de recursos “compreende a automática exclusão de inelegíveis (no caso, o alcance da idade limite de cinco anos e 11 meses).”

Enquadramento
Em documento enviado para a Assembleia Legislativa do Rio, o Instituto de Segurança Pública do estado informou que, mesmo um ano após decisão histórica do STF, não há dados específicos sobre crimes motivados por LGBTIfobia.
Em 2019, o Supremo entendeu que a homofobia e a transfobia são crimes de racismo.

Complexo
O ISP se manifestou em um requerimento feito pelo deputado estadual Carlos Minc (PSB-RJ). O órgão afirmou que não é possível separar as ocorrências, uma vez que a fonte dos dados apenas se refere ao crime conforme estabelece a lei.

Dados
Levantamento do Jornal Nacional em setembro mostrou a dificuldade de se obter dados sobre o tema.
Apenas 15 estados e o DF informaram números. Minc diz que vai acionar o Ministério Público Federal.

Tiroteio
“Se antes da pandemia era crucial, agora é vital modernizar o sistema tributário. Brasil não aguenta um real a mais de imposto”
De Pedro Paulo, deputado federal (DEM-RJ), sobre Jair Bolsonaro ter afirmado que não irá aumentar impostos após pandemia.

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