Aliados de ocasião
Folha de São Paulo
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A bancada evangélica quer usar as dívidas de partidos e de sindicatos com o fisco para convencer parlamentares de esquerda a serem seus aliados na derrubada do veto de Jair Bolsonaro ao perdão tributário às igrejas.
O argumento é que todos são protegidos pela mesma lei de imunidade e que, se hoje quem sofre são as igrejas, amanhã poderão ser os políticos. Planilhas com os valores devidos começaram a circular ontem entre diversos partidos em Brasília.
A conta
Segundo levantamento da bancada junto à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), os partidos têm R$ 94 milhões em dívidas penduradas com o fisco. O passivo das igrejas com o perdão é de R$ 850 milhões, mas boa parte já caiu com a parte do projeto que não foi vetada por Bolsonaro.
Vida real
O ministro Paulo Guedes (Economia) recebeu um “banho de povo” nas palavras de um parlamentar que participou da reunião de ontem no Palácio da Alvorada. A maioria se opôs à ideia de propor a CPMF às vésperas da eleição.
Sem marola
Muitos deputados concorrem a prefeito e não querem saber de assuntos espinhosos. Com isso, a avaliação é que a reforma tributária pode entrar em hibernação, empurrando o debate sobre a desoneração da folha de pagamentos para dezembro.
Alívio
O TCU deve autorizar a Economia a remanejar R$ 4 bilhões para bancar gastos extras com seguro-desemprego neste ano, sem a necessidade de aprovação do Congresso. O pedido foi feito por Guedes e Braga Neto (Casa Civil).
Exposição
Um casal do Rio de Janeiro entrou com ação na Justiça Cível contra o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos), pedindo indenização de R$ 180 mil por danos morais. Em junho, o senador publicou nas suas redes sociais foto dos filhos de 11 e 10 anos dos autores, criticando a “doutrinação” infantil.
Cerco
As crianças apareciam em ato contra o então candidato Jair Bolsonaro com “Ele não” pintado no rosto. O advogado do casal, Carlos Nicodemos, diz que a família temeu que o linchamento que sofreu na internet virasse “algum mal para além do meio virtual”.
Explique-se
O juiz Marcos Brito já determinou a citação de Flávio na ação, que corre em segredo de Justiça na 29ª Vara Cível. Procurado, o senador não se manifestou.
Ctrl+c
O plano de governo de Celso Russomanno (Republicanos) para a Prefeitura de São Paulo tem proposta que reproduz de modo, praticamente literal, passagens de editais lançados pela gestão Bruno Covas (PSDB) entre 2018 e 2020.
Ctrl+v
Ao tratar de mobilidade urbana, o programa de Russomanno fala em “concessão para administração, manutenção, conservação, exploração comercial e requalificação dos terminais de ônibus e de seus empreendimentos associados, e realização de obras de melhoria no perímetro de abrangência”.
Os editais da prefeitura dizem o mesmo, só que especificam os terminais: Princesa Isabel, Cidade Tiradentes, Pirituba, Santo Amaro e Vila Nova Cachoeirinha.
Genérico
A coordenação da campanha de Russomanno diz que não se trata de cópia, mas afirma que retificará o trecho para evitar questionamentos. Afirma ainda que a diferença do programa é que abrange todos os terminais, e não só os listados por Covas.
Já a campanha do tucano fala em plágio e brinca com o histórico televisivo do concorrente: “Entre o original e a cópia, é melhor ficar com o original. Para o bem do consumidor”.
Renda máxima
Legenda com grande número de empresários e profissionais liberais, o Novo se destaca no ranking dos candidatos que mais investem nas próprias campanhas. O líder é o médico Dr. João Guilherme, candidato a prefeito de Curitiba, que já gastou R$ 445 mil do patrimônio. Há outros três nomes do partido no top 10, em Vila Velha, Porto Alegre e Cuiabá.
Os eleitos
O Novo também se sai bem nas doações de pessoas físicas: 4 dos 10 maiores contribuintes até agora listados pelo TSE escolheram nomes do partido. O mais generoso é Eugênio Mattar, irmão do ex-secretário de Desestatização, Salim Mattar, que deu R$ 550 mil para dois candidatos em Belo Horizonte.
Tiroteio
“Essa discussão é inaceitável em plena pandemia, sobretudo sem pensar a necessidade de consulta aos povos indígenas”
De Julia Neiva, da Conectas Direitos Humanos, sobre plano do governo para promover turismo em aldeias indígenas.
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Painel,por Folha de São Paulo