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OPINIÃO ECONÔMICA

O que os dados revelam sobre o novo e-commerce brasileiro

Mobile lidera acessos e reforça transformação do e-commerce brasileiro, que aposta em experiência, apps e agilidade para crescer

Alexandre Malta | 20/05/2026, 13:39 h | Atualizado em 20/05/2026, 13:39
Opinião Econômica

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          Imagem ilustrativa da imagem O que os dados revelam sobre o novo e-commerce brasileiro
Alexandre Malta, presidente da Associação de Venda Não Presencial Brasil (AvenpesBR) |  Foto: Divulgação

O e-commerce brasileiro vive um momento de consolidação e transformação. Mais do que crescer, o setor começa a mostrar sinais claros de maturidade, competitividade e mudança no comportamento do consumidor.

Dados recentes do relatório “Setores do E-commerce Brasil” ajudam a entender esse cenário e, principalmente, apontam caminhos para o varejo digital.

Um dos movimentos mais evidentes é a consolidação do mobile como principal canal de acesso. Hoje, mais de 77% das visitas ao e-commerce no País acontecem via celular. Isso muda completamente a lógica de operação das lojas virtuais, que precisam priorizar experiências rápidas, intuitivas e adaptadas à palma da mão. Não se trata mais de ter um site responsivo, mas de pensar o negócio a partir do mobile.

Ao mesmo tempo, a jornada de compra segue fortemente ancorada nos mecanismos de busca. Cerca de 62,5% dos consumidores pesquisam no Google antes de finalizar uma compra, e os resultados orgânicos são significativamente mais confiáveis do que anúncios pagos. Isso reforça a importância de estratégias consistentes de presença digital, conteúdo e posicionamento.

Outro dado que chama atenção é a concentração do mercado. Os 10 maiores e-commerces do Brasil já concentram quase 60% de toda a audiência on-line. É um cenário desafiador, especialmente para pequenos e médios varejistas, mas que também abre oportunidades para quem sabe trabalhar nichos, diferenciação e relacionamento com o cliente.

Nesse contexto, os aplicativos ganham protagonismo. Eles já representam cerca de 30% do tráfego em marketplaces e indicam uma tendência importante: o consumidor busca conveniência, agilidade e recorrência.

Para as empresas, investir em app próprio ou fortalecer presença em plataformas que priorizam essa experiência pode ser um diferencial competitivo relevante.

Os dados também mostram que o e-commerce é altamente sensível à sazonalidade. Setores como presentes e flores crescem de forma expressiva em datas específicas, enquanto outros, como eletrônicos e móveis, sofrem retrações no período seguinte a grandes campanhas promocionais. Isso exige planejamento, inteligência de estoque e leitura constante do comportamento do consumidor.

Mesmo com essas variações, a escala do setor impressiona. O Brasil já registra mais de 33 bilhões de acessos ao e-commerce em um período de 12 meses, evidenciando a força e a relevância do canal digital no consumo nacional.

O e-commerce deixou de ser complementar e, hoje, é parte central da estratégia de vendas de empresas de todos os portes.

Diante desse cenário, o principal desafio do varejo não é apenas atrair tráfego, mas converter com eficiência. Isso passa por uma equação que envolve experiência do usuário, competitividade de preços, logística eficiente e construção de marca. Em um ambiente cada vez mais competitivo, vence quem entende melhor o consumidor e se adapta com mais velocidade.

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