Login

Esqueci minha senha

Não tem conta? Acesse e saiba como!

Atualize seus dados

ASSINE
Pernambuco
arrow-icon
  • gps-icon Pernambuco
  • gps-icon Espírito Santo
Pernambuco
arrow-icon
  • gps-icon Pernambuco
  • gps-icon Espírito Santo
ASSINE
tempo 23°C VITÓRIA
User Login
Espírito Santo
arrow-icon
  • gps-icon Pernambuco
  • gps-icon Espírito Santo
Assine A Tribuna
Espírito Santo
arrow-icon
  • gps-icon Pernambuco
  • gps-icon Espírito Santo

OPINIÃO ECONÔMICA

Menos umbigo, mais cliente

Cliente decide canal, horário e intensidade da compra; empresas que olham para fora se adaptam, as que olham para dentro ficam obsoletas

Floriano Schneider | 17/07/2026, 11:22 h | Atualizado em 17/07/2026, 11:22
Opinião Econômica


          Imagem ilustrativa da imagem Menos umbigo, mais cliente
Floriano Schneider é especialista em estratégias de vendas e negócios |  Foto: Divulgação

O comportamento do consumidor contemporâneo mudou de forma definitiva e em uma velocidade que as estruturas corporativas tradicionais ainda lutam para acompanhar.

O erro mais gritante e comum que observo na atual gestão de negócios é a persistência em planejar processos comerciais olhando estritamente para dentro da empresa, em vez de direcionar o foco para fora.

Construir estratégias baseadas apenas naquilo que a organização acha ideal, nos seus custos operacionais internos ou em fluxos engessados de atendimento é o caminho mais curto para a obsolescência.

O mercado não se adapta mais aos processos de uma marca; são os processos da marca que precisam se moldar de forma fluida aos novos hábitos de consumo.

Atualmente, o cliente é quem define o roteiro, o horário, a plataforma e a intensidade da sua jornada de compra.

No panorama nacional, os dados de mercado revelam que o consumidor brasileiro lidera os índices globais de receptividade a novos canais digitais, o que pulverizou os antigos modelos de funis de vendas rígidos. O comércio não se limita mais à barreira física ou a um site institucional.

A tomada de decisão ocorre em múltiplos pontos de contato ao mesmo tempo, transitando entre o social commerce no Instagram, os assistentes de voz, os aplicativos de mensagens instantâneas e os grandes marketplaces conectados. Essa fragmentação exige das companhias uma mentalidade de ecossistema integrado.

Olhar para fora significa mapear onde o cliente de fato gasta o seu tempo e a sua atenção, adaptando a linguagem, a velocidade de resposta e a conveniência logística a essas novas realidades contextuais.

No cenário do Espírito Santo, esse desafio ganha contornos ainda mais estratégicos. O mercado capixaba, impulsionado por um ambiente econômico maduro, apresenta um público altamente exigente, conectado e que não tolera fricções no processo de atendimento.

Se o e-commerce nacional impõe um padrão de agilidade agressivo, o consumidor local espera que as empresas capixabas repliquem esse mesmo nível de excelência, personalização e imediatismo.

Para sobreviver e crescer nesse ecossistema, o empresariado do Estado precisa desconstruir a cultura do “sempre foi feito assim” e redesenhar suas operações a partir das dores e dos desejos do cliente final.

Isso envolve o uso estratégico de inteligência de dados para antecipar demandas e, acima de tudo, a flexibilização total dos canais de venda. O digital não deve ser visto como um departamento isolado da empresa, mas como a espinha dorsal que conecta e empodera todas as frentes de negócio.

Em última análise, o sucesso comercial na atualidade não pertence às organizações que possuem as estruturas internas mais complexas ou os maiores orçamentos de publicidade, mas sim àquelas que demonstram a maior capacidade de escuta empática e adaptabilidade cultural ao ambiente externo.

Parar de olhar para dentro e passar a enxergar o mercado com os olhos do consumidor é a virada de chave fundamental para transformar a operação de vendas em uma máquina viva, relevante e verdadeiramente sintonizada com o futuro.

MATÉRIAS RELACIONADAS:

SUGERIMOS PARA VOCÊ:

Opinião Econômica

Opinião Econômica

ACESSAR Mais sobre o autor
Opinião Econômica

Opinião Econômica,por

Opinião Econômica

Opinião Econômica