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Opinião Econômica

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Colunista

Investir na profissionalização

Confira a coluna desta terça-feira (11)

Rose Favalessa | 11/03/2025, 13:57 h | Atualizado em 11/03/2025, 13:57

Imagem ilustrativa da imagem Investir na profissionalização
Rose Favalessa é gerente administrativa e financeira do Sistema OCB/ES

Como aumentar a participação das mulheres no mercado de trabalho em um estado que tem mais da metade de sua população formada por elas? De acordo com o Censo Demográfico 2022, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 51,2% das pessoas que residem no Espírito Santo são mulheres.

Esse é um desafio com o qual o cooperativismo capixaba está fortemente comprometido. O movimento preza pela inclusão e pela participação democrática das pessoas nas cooperativas. Assim, a equidade de gênero é uma pauta prioritária e estratégica para a prosperidade desse modelo econômico.

Devido à sua natureza colaborativa e potencial de transformação social, o cooperativismo é um meio eficaz para ampliar o protagonismo feminino na economia do nosso Estado.

Dados da edição mais recente do Anuário do Cooperativismo Capixaba mostram que as mulheres já são a maioria entre os colaboradores das cooperativas de consumo (82,1%), saúde (74%), transporte (78,3%) e crédito (59,6%) do Espírito Santo.

No entanto, a presença delas em outros ramos e segmentos e no quadro de cooperados, que é o público-alvo das cooperativas, ainda pode aumentar. As mulheres também devem ocupar mais cargos de liderança e participar ativamente das tomadas de decisão dentro desse modelo societário, contribuindo com a representatividade feminina.

Em resposta a esse cenário, o cooperativismo capixaba agora conta com um comitê estadual de mulheres, o Elas pelo Coop ES. O grupo possui 40 integrantes – cooperadas e colaboradoras – de 28 cooperativas do Estado. Criado em setembro de 2024, a missão do comitê é fortalecer a participação democrática das mulheres dentro do cooperativismo capixaba, identificando e defendendo as necessidades delas.

A expectativa é de que, a partir dos debates que elas vão promover, a presença das mulheres em cargos executivos e no quadro social das cooperativas cresça gradualmente, refletindo a distribuição populacional por gênero do território capixaba.

Os núcleos femininos que as próprias cooperativas possuem contribuem para ampliar esses diálogos. Atualmente, existem oito deles no Espírito Santo, que reúnem 231 mulheres de 22 municípios. O primeiro núcleo foi criado em 2009 e, nos anos seguintes, os demais surgiram para dar robustez à estratégia.

Contudo, não basta incentivar as mulheres a ocuparem mais espaço. É preciso prepará-las para que se desenvolvam e assumam postos de liderança de forma qualificada. Com esse intuito, o Sistema OCB/ES, organização que representa e atua em prol do cooperativismo no Espírito Santo, oferta uma série de capacitações para elas.

Em 2024, a instituição contemplou 20.600 mulheres com ações próprias e apoiando iniciativas de cooperativas. Isso representa 56,7% das pessoas beneficiadas com formações no ano.

Portanto, a resposta para a pergunta que introduziu este artigo é investir na profissionalização e dar mais oportunidades para as mulheres. Felizmente, o cooperativismo capixaba está respondendo a essas demandas e contribuindo com a construção de um estado mais justo e inclusivo para todas.

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