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OLHARES COTIDIANOS

Ressignificando histórias

Entre afeto e saudade: os diferentes sentimentos despertados pelo Dia das Mães

Sátina Pimenta | 14/05/2026, 12:36 h | Atualizado em 14/05/2026, 12:36
Olhares Cotidianos, por Sátina Pimenta

Sátina Pimenta

Satina Pimenta é psicóloga, advogada e mestre em Administração, com atuação na interface entre Direito, Psicologia e Gestão. Docente, coordenadora acadêmica e pesquisadora, é Pró-Reitora e Coordenadora de Psicologia no Centro Universitário Estácio Vitória. Palestrante em saúde mental, lidera projetos acadêmicos e idealizou o app EmocionCare.

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          Imagem ilustrativa da imagem Ressignificando histórias
Sátina Pimenta é psicóloga clínica, advogada e professora universitária. |  Foto: Divulgação

O segundo domingo de maio costuma chegar carregado de simbolismos. As redes sociais se enchem de encontros felizes, memórias compartilhadas e cenas que, para muitos, traduzem exatamente o que essa data representa.

Mas, entre uma homenagem e outra, existe uma verdade que nem sempre aparece com a mesma intensidade nas telas: nem todo mundo vive o Dia das Mães da mesma forma.

Para algumas pessoas, essa data representa presença, gratidão, pertencimento e continuidade. Para outras, pode despertar saudade, desconforto, silêncio ou até dores que, em determinados momentos da vida, ainda não foram completamente elaboradas.

Há mães vivendo o luto de um filho. Há filhos sentindo a ausência de uma mãe que já partiu. Há mulheres que viveram perdas gestacionais e carregam histórias que muitas vezes nem chegaram a ser socialmente reconhecidas.

Há pessoas que cresceram com mães emocionalmente indisponíveis, relações difíceis, abandonos, distâncias ou vínculos interrompidos.

Há ainda famílias que convivem com processos como o Alzheimer, em que o amor permanece, mas o reconhecimento já não acontece da mesma forma.

Falar sobre isso não diminui a beleza da maternidade. Pelo contrário. Humaniza. Amplia. Nos convida a olhar para essa data com mais profundidade e menos idealização.

Do ponto de vista social e psicológico, a função materna ocupa um lugar extremamente importante na construção do sujeito. E aqui não falamos apenas da mãe biológica, mas da função de cuidado, proteção, previsibilidade, acolhimento e sustentação emocional que pode ser exercida por diferentes figuras.

É dentro dessas relações primárias que aprendemos, muitas vezes pela primeira vez, sobre confiança, segurança, vínculo e pertencimento.

Na psicologia, autores como Donald Winnicott mostram como esse cuidado inicial contribui para a formação daquilo que chamamos de base segura.

Quando uma criança encontra alguém suficientemente disponível para acolher suas necessidades, interpretar seus sinais e sustentar sua existência emocional, ela começa a desenvolver autoestima, confiança e recursos internos para lidar com o mundo.

Quando essa função falha de forma significativa, podem surgir inseguranças, medo de abandono, dificuldades nos vínculos, necessidade constante de validação ou até sofrimento emocional que acompanha a vida adulta.

Isso não é destino. Isso é história. E histórias podem ser compreendidas, cuidadas e ressignificadas.

Eu, particularmente, tive um Dia das Mães muito especial.

Consegui reunir minha avó, aos 93 anos, minha mãe, minhas tias, minhas primas, nossos filhos e diferentes gerações em volta da mesma mesa.

Teve abraço, memória, conversa, fotografia, risadas e aquela sensação profunda de pertencimento que alguns encontros conseguem nos oferecer.

E talvez justamente por ter vivido um final de semana tão bonito, eu tenha sentido ainda mais vontade de agradecer e, ao mesmo tempo, lembrar que nem todo mundo está vivendo hoje a mesma história que eu.

Por isso, se essa data trouxe saudade, silêncio ou algum tipo de dor para você, que você se lembre de algo importante: a ausência de alguém não diminui o amor vivido, o luto não apaga os vínculos construídos, e aquilo que faltou em algum momento da sua história não impede que novos afetos, novos significados e novas formas de cuidado também possam nascer

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Satina Pimenta é psicóloga, advogada e mestre em Administração, com atuação na interface entre Direito, Psicologia e Gestão. Docente, coordenadora acadêmica e pesquisadora, é Pró-Reitora e Coordenadora de Psicologia no Centro Universitário Estácio Vitória. Palestrante em saúde mental, lidera projetos acadêmicos e idealizou o app EmocionCare.

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Satina Pimenta é psicóloga, advogada e mestre em Administração, com atuação na interface entre Direito, Psicologia e Gestão. Docente, coordenadora acadêmica e pesquisadora, é Pró-Reitora e Coordenadora de Psicologia no Centro Universitário Estácio Vitória. Palestrante em saúde mental, lidera projetos acadêmicos e idealizou o app EmocionCare.

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