Café: um hábito diário que pode ir além do despertar
Tudo o que você precisa saber para uma alimentação saudável no dia a dia
Gabriela Rebello
Gabriela Rebello é nutricionista, especialista em saúde feminina, estética, nutrição esportiva e comportamento alimentar. Colunista de A Tribuna, professora e coordenadora do curso de Nutrição em instituição de ensino superior, integra o quadro de nutricionistas do Hospital Albert Einstein na Grande Vitória, unindo ciência, prática clínica e cuidado humano.
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Para muita gente, o dia só começa depois do primeiro gole de café. O aroma, o calor da xícara nas mãos e aquele momento de pausa parecem quase um ritual. E não é por acaso: no próximo dia 14 de abril será celebrado o Dia Mundial do Café, uma data que convida a olhar para essa bebida tão presente na nossa rotina com mais atenção. Mas o café não é apenas um hábito. Ele pode ser também um aliado da saúde.
Aqui no Brasil, e especialmente no Espírito Santo, o café conilon capixaba tem ganhado destaque não só pela produção, mas também pelo seu potencial funcional. Estudos recentes vêm mostrando que o café, incluindo o conilon, é rico em compostos bioativos como a cafeína e os antioxidantes, substâncias que ajudam a proteger as células do organismo, inclusive as do cérebro.
E é justamente aí que entra um ponto importante.
Pesquisas associam o consumo moderado de café a benefícios relacionados à saúde cognitiva, como melhora da atenção, da memória e até possível efeito protetor contra doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer. Isso acontece porque esses compostos podem atuar na redução de processos inflamatórios e no combate ao estresse oxidativo, dois fatores envolvidos no envelhecimento cerebral.
Além disso, o café também pode contribuir para o humor, o estado de alerta e a disposição ao longo do dia, o que impacta diretamente na qualidade de vida.
Mas, como em quase tudo na nutrição, o segredo está na forma de consumo.
Adicionar grandes quantidades de açúcar ou adoçantes pode reduzir esses benefícios e criar uma dependência do paladar mais doce. Uma alternativa simples é começar a reduzir gradualmente o açúcar, permitindo que o paladar se adapte ao sabor natural do café.
Outra estratégia interessante é transformar o café em uma bebida ainda mais funcional. Você pode adicionar canela, que ajuda no controle da glicemia; cacau em pó, rico em antioxidantes; ou até um toque de gengibre, que tem ação anti-inflamatória. São pequenas mudanças que enriquecem o café sem comprometer o sabor.
O horário também merece atenção. Evitar o consumo após as 16h pode melhorar a qualidade do sono, e um bom sono é essencial para a saúde do cérebro.
No fim das contas, o café pode ser muito mais do que um simples estímulo para acordar. Ele pode fazer parte de uma rotina que favorece o foco, a memória e até o envelhecimento saudável.
Que tal aproveitar os próximos dias, antes mesmo da data comemorativa, para observar sua relação com o café? Ajustar a forma de preparo, reduzir o açúcar e experimentar novos sabores pode ser um ótimo começo.
Cuidar da saúde também está nos detalhes e, às vezes, começa com uma simples xícara.
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Saúde não é moda, é construção diária. Nesta coluna semanal, você vai entender como alimentação, comportamento, emoções e estilo de vida impactam seu corpo e sua mente. Reflexões práticas, ciência aplicada e estratégias reais para viver com mais equilíbrio, energia e consciência.