Login

Esqueci minha senha

Não tem conta? Acesse e saiba como!

Atualize seus dados

Gilmar Ferreira

Gilmar Ferreira

Colunista

Gilmar Ferreira

Rio na contramão

| 15/06/2020, 08:36 08:36 h | Atualizado em 15/06/2020, 08:38

Fluminense e Botafogo voltaram a se afinar e hoje abraçam uma ideia muito clara a respeito da retomada do Carioca. Mário Bittencourt, o presidente tricolor, e Carlos Augusto Montenegro, a voz alvinegra, entendem que não há por que recomeçar a disputa da competição antes do dia 15 de julho - data prevista para o reinício dos campeonatos nos demais estados.

Fluminense e Botafogo escoram o posicionamento num embasamento que vai além da preocupação com o estágio da contaminação pelo coronavírus e com o número de mortos pela Covid-19 no Rio de Janeiro e no Brasil.

Para eles, se a CBF pensa em iniciar a disputa do Brasileiro em meados de agosto, não faz sentido jogar agora em junho as seis rodadas restantes do Carioca, e depois ficar quase um mês sem competir, com jogadores em treinamentos para a temporada nacional.

Acham desrespeitoso e perigoso, sob o ponta de vista humano. E sem sentido e contraproducente, no aspecto desportivo.

“Não há clube no mundo que tenha treinado, muito menos jogado, no auge da pandemia. Aqui ainda são mil mortes por dia”, diz Montenegro.

A tese do cartola alvinegro faz sentido. Afinal, em Porto Alegre e Curitiba, as autoridades sanitárias tiveram de rever o relaxamento do isolamento e adiar a liberação para os treinos.

Em Minas Gerais, apesar de o Atlético/MG de Sampaoli estar em atividade, o Estadual pode não ser reiniciado. E em São Paulo, o governo ainda avalia a liberação para os treinos sem bola.

“Nenhum estado fala em jogar antes de 15 de julho. O Brasileiro começa entre 1º e 15 de agosto. Mas, por aqui, querem começar em junho e depois ficar um mês treinando e esperando o fim dos outros estaduais.”

A Ferj presidida por Rubens Lopes, escudada por Vasco e Flamengo, segue acreditando que é possível retomar a competição e hoje discute em reunião do Arbitral a possibilidade de um reinício já nos próximos dias.

Ontem, o Rio registou mais 80 mortos e agora contabiliza 7.672 vítimas fatais pela doença nos últimos 100 dias.

MATÉRIAS RELACIONADAS