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Gilmar Ferreira

Gilmar Ferreira

Colunista

O dilema

| 04/08/2021, 11:27 11:27 h | Atualizado em 04/08/2021, 11:28

Ex-vice-presidente do Vasco numa das administrações de Antônio Calçada no final dos anos 80, o grande benemérito Jorge Salgado não esperava iniciar sua gestão, aos 73 anos, com o time na Série B e sérios problemas nas finanças. Sem dinheiro e afogado no oceano das dívidas de curto prazo, o executivo que ganhou a vida multiplicando riquezas alheias, ainda dribla ações trabalhistas e corre atrás de R$ 50 milhões para cobrir o buraco de 2021 e zerar o orçamento no ano de retorno à Série A.

A classificação às quartas de final da Copa do Brasil era então encarada como meta imprescindível, e por isso houve troca no comando técnico a uma semana do primeiro jogo do play-off com o São Paulo, no Morumbi.

Mas a derrota por 2 a 0 foi tão desastrosa que hoje o time entra em campo, em São Januário, para o duelo final, com poucas esperanças de virar o placar e pôr para dentro os R$ 3,6 milhões da premiação.
É aquele tal negócio: o dinheiro não resolve o problema, mas atenua sua gravidade. Mas e o desgaste?

Lisca

Lisca mexeu no time que vinha se ajeitando no 4-4-2, perdeu dois jogos e já trabalha como se sentisse pressionado. O Vasco pode até vencer por dois gols de diferença e levar a vaga na disputa de pênaltis.
Mas este confronto com o São Paulo deveria servir para o técnico amadurecer um sistema para a Série B, e não para se lançar feito um louco em busca da classificação na Copa do Brasil. Porque, para um time em formação, são coisas com níveis de exigência distintos – e até perigosos.

Explica-se: o Vasco, como o Botafogo, tem 22 pontos, restando quatro rodadas para o final do turno. E a estatística indica que os candidatos à vaga no G-4 ao final das 38 rodadas devem ter no radar a marca dos 32 pontos nos 19 primeiros jogos.

Sendo assim, sem se preocupar com a pontuação dos concorrentes, os dois times cariocas precisam de ao menos dez dos 12 pontos que ainda disputam neste turno.
E é evidente que a energia a ser empregada no jogo desta noite pode fazer falta mais à frente.

Fla-Flu
Como fizera no último sábado, derrotando o Criciúma e avançando às quartas da Copa do Brasil, o Fluminense de Roger Machado venceu o Cerro Porteño ontem (1 a 0) e está também nas quartas da Libertadores.

Enfrentará o equatoriano Barcelona de Guayaquil de olho na possível semifinal com o Flamengo, que medirá forças com o Olimpia, do Paraguai. Já imaginaram?

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