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Gilmar Ferreira

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Gilmar Ferreira

O blefe

| 25/08/2021, 10:34 10:34 h | Atualizado em 25/08/2021, 10:40

Houve na manhã de ontem, pelo horário de Paris, outra tentativa de oficialização do acordo de empréstimo de Thiago Mendes do Lyon para o Flamengo. Os franceses mantêm a decisão de cedê-lo, mas são irredutíveis quanto à obrigação de compra. E, sem isso, o volante seguirá por lá, ainda que a contragosto.

Seria um blefe? Afinal, o empréstimo já estava acordado e tinha o aval do presidente Jean-Michel Aulas desde a subida na oferta do Flamengo de 600 mil euros (R$ 3,6 milhões) para 1 milhão de euros (R$ 6,1 milhões).

Havia entre as partes a certeza do negócio, até que o Lyon passasse a se mostrar inflexível na inclusão da cláusula de opção de compra.

Houve nova tentativa de acordo por parte do clube francês em valores bem abaixo dos 25 milhões de euros (R$ 154 milhões) pagos ao Lille, em 2019, mas o Flamengo também não oferece mais do que o 1 milhão de euros acordados pelo empréstimo.
Thiago fará 30 anos em 2022 e, embora tenha contrato até 2023, não quer mais ficar.

Ele não está nos planos do técnico Peter Bosz e segue entre os possíveis negociáveis. E ainda que o ambiente não seja dos melhores para o volante (ele colabora com isso), o Lyon endurece o jogo.

É um duelo de paciência que exige o tal “gelo no sangue” tão evocado pelo vice Marcos Braz.

A janela para transferências internacionais fecha no dia 31 deste mês e, enquanto o time de Renato Gaúcho se concentra no Grêmio, adversário desta noite, na partida de ida pelas quartas de final da Copa do Brasil, a diretoria segue atenta às negociações com seus representantes na França.

Ajuste tricolor

O empate em 1 a 1 com o Atlético/MG na noite de segunda-feira, em São Januário, reforçou a convicção da cúpula tricolor de que o Fluminense não pode “abrir mão” dos três volantes.

O modelo adotado por Odair Hellmann, depois seguido pelo próprio Marcão na reta final do Brasileirão de 2020, chegou a ser utilizado por Roger Machado em alguns jogos.

Mas o ex-treinador achava que poderia manter a competitividade do time sem necessariamente escalar o tripé defensivo no meio. E, desgastado em função dos maus resultados contra equipes mais frágeis, acabou deixando o clube.

Vejamos o que Marcão poderá aprontar para este segundo jogo contra o Atlético/MG, amanhã, no Nilton Santos, agora pelas quartas de final da Copa do Brasil.

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