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Gilmar Ferreira

Gilmar Ferreira

Colunista

Gilmar Ferreira

No sufoco...

| 17/03/2021, 10:23 10:23 h | Atualizado em 17/03/2021, 10:25

A tão sonhada recuperação do dinheiro perdido com a rescisão do antigo contrato de televisionamento do Campeonato Carioca ainda parece distante dos clubes cariocas. E por dois motivos: a venda de patrocínio na transmissão em TV aberta não prosperou e a tentativa de fazer novas receitas com os pacotes oferecidos pelos canais de TV dos próprios clubes por ora esbarra em problemas tecnológicos.

Os pequenos, que chegavam a receber até R$ 3 milhões pela participação, agonizam sem ter como bancar seus custos, e os grandes, mais precisamente Botafogo, Fluminense e Vasco, que iniciavam o ano com R$ 18 milhões garantidos, só não se queixam porque acertaram rescisão com o Grupo Globo, antigo detentor dos direitos.

Ousadia

A ousadia do Flamengo, tentando fazer valer os direitos de transmissão previstos na Medida Provisória 984, a tal “MP os Clubes”, precipitou uma realidade para a qual os clubes ainda não estavam preparados e hoje os torcedores rubro-negros são os que mais reclamam nas redes sociais em dias de jogos.

A plataforma desenvolvida pela BradoMedia não consegue dar vazão ao número de acessos, e já se discute nos bastidores a possibilidade de hospedá-la num canal digital de streaming de vídeos sob demanda.

O problema é que como ainda não existe as garantias tecnológicas para transmissão segura, o avanço não é possível. Botafogo, Fluminense e Vasco, que têm espaço semelhante desenvolvido pela Nsports têm os mesmos problemas.

Parceria

Por incrível que pareça, quem oferece a melhor plataforma de transmissão pela internet são os oito pequenos clubes que jogam o Carioca. Reunidos, eles fecharam parceria com a Mediastream Brasil e lançaram o pay-per-view no “Cariocaotv.com.br”.

Os pacotes têm o mesmo número de jogos, e o mesmo preço. A diferença é que o valor arrecadado é dividido entre eles – no caso das TVs de Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco o torcedor ajuda o clube de coração.

Mas como o acesso é difícil e a imagem trava, tem quem opte por assinar o canal dos pequenos. Nada, porém, que garanta a eles o dinheiro pago no contrato anterior.

Os executivos da SportView, agência que viabilizou o projeto de transmissão em múltiplas plataformas, dizem que o modelo amadurecerá com o tempo, gerando aprendizado e valor comercial. Até lá, o nó da gravata seguirá apertando o pescoço dos menores...

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