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Gilmar Ferreira

Colunista

Gilmar Ferreira

Minhas impressões

| 09/12/2019, 10:17 10:17 h | Atualizado em 09/12/2019, 10:26

Que a queda do Cruzeiro já empobrece o Brasileiro de 2020 não tenho dúvidas. Mas o clube mineiro fez tanto descalabro em sua gestão que o rebaixamento não é imerecido. Isso, porém, não tem a ver com o que penso da queda dos quatro últimos de uma competição com 20 clubes – exagero desnecessário e cruel. Já é hora de a CBF rever nuances de sua principal competição.

Santos 4 x 0 Flamengo
A marcação adiantada do time de Sampaoli trouxe desconforto ao setor defensivo rubro-negro. O mesmo visto no 4 a 4 com o Vasco e no primeiro tempo da final da Libertadores contra o River, em Lima. A diferença é que, desta vez, nem Jorge Jesus deu jeito.

Sanchez, Soteldo, Marinho e Jorge ditaram o ritmo e os campeões não tiveram motivação para freá-los.

Se o jogo era um teste com vistas ao Mundial de Clubes, no Catar, o Flamengo tem o que corrigir.

Vasco 1 x 1 Chapecoense
O anticlímax do gol catarinense já nos acréscimos foi um desfecho cruel, mas necessário, para um time que atravessou o ano se exibindo de forma medíocre. Por isso Vanderlei quer percentual maior nos investimentos em reforços.

A diretoria crê que a meta deve ser pagar a dívida. E acha que dá para fazer mais reformando o time sem o onerar a folha. No fundo, é a prova de que o erro estratégico foi ter apostado anteriormente na dupla Alexandre Faria e Alberto Valentim.

Corinthians 1 x 2 Fluminense
Três fatores salvaram os tricolores da queda à Série B: o DNA do bom futebol deixado por Fernando Diniz, a matéria-prima garimpada pelos profissionais de Xerém, e a lucidez de quem apostou na serenidade de Marcão quando a fervura ameaçava o time.

A vitória em São Paulo com dois gols de Evanilson, artilheiro do sub-20, renova a esperança, embora o cenário não seja dos mais animadores. O clube terá dificuldade para manter o próprio Evanilson. Creiam...

Botafogo 1 x 1 Ceará
Alberto Valentim não fez bom trabalho na segunda passagem pelo clube. Sob seu comando, o time perdeu o dobro dos jogos que venceu (8 a 4), e sofreu o dobro dos gols que marcou (18 a 9).

Por isso, não sei ao certo o que leva o novo conselho gestor do futebol alvinegro a pensar em tê-lo como ponto de partida para formação de um Botafogo competitivo. A perspectiva de investimentos de grande porte em 2020 exige mais ousadia.

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