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Gilmar Ferreira

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Colunista

Gilmar Ferreira

Em busca de outro patamar

| 12/02/2020, 08:33 08:33 h | Atualizado em 12/02/2020, 08:39

Quase 40 dias após o início da temporada de 2020 no futebol brasileiro, apenas um treinador comandou o time mais vezes do que Odair Hellmann — Guto Ferreira já fez oito jogos à frente do Sport, por conta dos três da Copa do Nordeste, com aproveitamento de 50%. O técnico catarinense dirigiu o Fluminense por sete jogos, o mesmo número que tem o colorado Eduardo Coudet, e obteve 76,1% dos pontos disputados.

Significa dizer que se há no cenário nacional um treinador capacitado a medir forças com Jorge Jesus e seu milionário Flamengo, este é o tricolor Odair Hellmann, de 43 anos, e seu esforçado Fluminense.

É evidente que este índice de aproveitamento não afere qualidade — haja visto a demissão do botafoguense Alberto Valentim na noite de domingo, com desempenho de 66,6%. Mas baliza trabalho.

Odair recebeu 10 novos jogadores para remontar o elenco do Fluminense, misturou o baralho e, mesmo sem ter em mãos um grupo de alto nível técnico, já consegue um esboço de um time competitivo.

Venceu cinco confrontos, sendo dois clássicos, empatou um pela Copa Sul-Americana e perdeu para o modesto Boavista — resultado que acabou fazendo do Flamengo o adversário da semifinal que será disputada na noite de hoje, no Maracanã.

Embora o novo Flamengo de Jorge Jesus tenha feito apenas duas partidas (duas vitórias, aproveitamento de 100%), já foi possível enxergar que o nível técnico do time é superior ao do ano passado. Sobretudo pela presença do centroavante Pedro e do ponta Michael, dupla que em determinado momento se junta a Gabigol e Bruno Henrique.

Ainda não deu para avaliar a dimensão da melhora do sistema defensivo com a chegada dos zagueiros Gustavo Henrique e Léo Pereira, cobrindo a saída da dupla Pablo Marí e Rhodolfo, mas, pela qualidade de ambos, a expectativa é das melhores.

Pelo exposto, o Fla-Flu desta noite mostra ser de grande serventia para a caminhada dos dois times. Para o Flamengo, um teste de ótimo nível para a final da Supercopa do Brasil que será disputada domingo, contra o Athletico/PR, em Brasília. Para o Flu, um termômetro que indicará a temperatura do trabalho de um técnico que busca um outro patamar na prateleira nacional.

Longe de casa

A rigor, o Vasco de Abel Braga faz hoje, diante do Altos, do Piauí, o seu primeiro grande teste. Vejamos.

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