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Gilmar Ferreira

Gilmar Ferreira

Colunista

Gilmar Ferreira

Efeitos colaterais

| 26/03/2021, 10:46 10:46 h | Atualizado em 26/03/2021, 10:52

A decisão de limitar em dois o número de treinadores inscritos por cada clube nos Brasileiros das Séries A e B deste ano ainda não foi totalmente digerida. Mas alguns experientes profissionais já detectam efeitos colaterais da medida assumida pela CBF após reunião virtual com os representantes dos 40 clubes. E um deles será a necessidade da existência de um auxiliar mais robusto na chamada comissão permanente, o que, num primeiro momento, poderá mexer com o mercado secundário de treinadores.

Explica-se: peguemos o exemplo do Flamengo, hoje dirigido por Rogério Ceni. Imaginemos que, com tantas competições em disputa, os revezes provoquem o desgaste do treinador.

Neste caso, até que os dirigentes tenham convicção e sucesso na escolha do novo treinador, será fundamental ter um “interino” capaz de conduzir o time sem pioras no desempenho.

Espaço que hoje poderia ser ocupado sem sustos por Mauricio Souza, de 43 anos, técnico que já o garante na liderança do Estadual.

Outro exemplo

Exemplo ainda melhor? Marcão, de 48 anos, técnico que tem 22 jogos no comando do Fluminense, com trabalhos interinos desde 2016.

Ele, aliás, tem apenas quatro derrotas, com dez vitórias e oito empates – fora o trabalho no Brasileiro de Aspirantes (Sub-23). Ou seja: passa a ser um profissional ainda mais valorizado, por já ter mostrado que, mesmo como funcionário, é capaz de dar continuidade a projetos planejados no início da temporada. Nos mais organizados, será fundamental ter um Marcão na comissão.

A questão agora é saber como a CBF regulamentará tal medida. Por quanto tempo um técnico adjunto poderá estar no cargo sem ser considerado nova inscrição? E por que é importante?

Simplesmente, porque aqueles clubes que não tiverem grandes aspirações no Brasileiro, mas se mantiverem nas fases finais das Copas, poderão optar por deixar o adjunto no comando do time na competição de pontos corridos e acertar com novo treinador só para a Libertadores, Sul-Americana e até Copa do Brasil.

Paliativo

A medida soa para mim como um paliativo, aprovado a toque de caixa por uma CBF que tenta mostrar algo de bom depois da má impressão deixada na reunião com os clubes – cujas imagens foram vazadas pelo jornalista Venê Casagrande.

Ainda assim, a vejo como um passo à frente para o planejamento técnico. Os dirigentes precisarão entender um pouco mais de futebol...

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