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Gilmar Ferreira

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Gilmar Ferreira

CBF também faz alerta

| 08/06/2020, 07:52 07:52 h | Atualizado em 08/06/2020, 07:54

A CBF distribuiu na última sexta-feira seu “Guia médico de sugestões protetivas para o retorno às atividades do futebol brasileiro”. E é nele que os presidentes de Fluminense e Botafogo escoram suas teses de não fazer agora a testagem de seus jogadores e voltar aos treinos presenciais com vista à retomada do Estadual.

Tricolores e Alvinegros avaliam que o relatório de 32 páginas, muito bem elaborado pela Comissão Médica Especial da CBF, chefiada por Jorge Pagura, também presidente da comissão de combate à dopagem, deixa claro que ainda é cedo para se falar em retorno às competições.

O grupo, composto por 16 renomados profissionais, de infectologistas pós-graduados a ortopedistas com larga vivência no futebol, utilizou gráficos das epidemias das doenças respiratórias e analisou as curvas epidêmicas da Covid-19.

E constatou que o Brasil iniciou no domingo, 31 de maio, sua 23ª Semana Epidemiológica (SE). Ou seja: se o Sistema de Monitoramento de Vírus Respiratório da OMS mostra que o período mais incidente dos casos de síndrome respiratória na série histórica ocorre entre a 20ª SE a 30ª SE, o país ainda está em sua curva ascendente.

O relatório oficial da CBF faz ainda outros alertas, como um parecer do Ministério da Saúde, em seu mais recente Boletim Epidemiológico, anunciando ser provável que mais casos da Covid-19 sejam identificados nas próximas semanas, com transmissão ampliada da doença.

"Nos próximos dois meses, a maioria da população do Brasil, principalmente de grandes centros urbanos, será exposta a esse vírus", diz o documento, lembrando ainda que esta é a época do ano de maior incidência de resfriados, gripes e síndrome respiratória por outros vírus e bactérias.

Ou seja: na visão de tricolores e alvinegros, a decisão de retornar aos treinos e discutir a retomada do Estadual é política e comercial.

Não tem a ver com a ciência. E enquanto for assim, seus times não voltam a campo.

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