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Doutor João Responde

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Colunista

Dr. João Evangelista

Vacinas contra a covid-19

Jornal A Tribuna | 26/10/2021, 10:34 10:34 h | Atualizado em 26/10/2021, 10:35

Aquilo que se sabe, é bom saber que se sabe; aquilo que não se sabe, é cabal saber que não se sabe. Antes de desconfiar daquilo que não sabemos, precisamos confiar naquilo que sabemos.

Estamos falando das vacinas, essas milagrosas ferramentas da ciência. A vacinação é uma ação de utilidade tanto na saúde do cidadão que a recebe, quanto na população da qual ele faz parte.

Desde a descrição do sequenciamento genômico do Sars-Cov-2, em janeiro de 2020, foi demonstrada sua semelhança genética com o vírus causador da Sars de 2002. A partir daí, iniciou a corrida pela vacina para a covid-19.

O advento de várias vacinas só foi possível graças à colaboração global, articulada para investimentos em pesquisas.

As principais plataformas utilizadas para o desenvolvimento das vacinas usaram a tecnologia tradicional de vírus atenuados ou inativados, subunidades proteicas, vetores virais replicantes ou não replicantes, e ácidos nucleicos.

Nas vacinas de vírus atenuados, o patógeno é abrandado através de passagens por culturas de células animais ou humanas, até que adquiram mutações que o tornam menos apto a causar enfermidade.

Já as vacinas de vírus inativados, há um processo de inativação, que torna o vírus incapaz de produzir infecção.

Vacinas de vetores virais utilizam vírus geneticamente modificados. Genes selecionados do coronavírus são inseridos em um vírus alterado, que irá infectar a célula humana levando segmentos genômicos selecionados para dentro delas, as quais produzirão proteínas específicas, estimulando a produção de anticorpos.

 Sendo enfraquecidos, esses vírus são incapazes de produzir doença.

A tecnologia de subunidades proteicas consiste na inoculação de proteínas do Sars- Cov-2 como antígeno, o qual irá estimular a resposta imunológica.

A tecnologia mais inovadora foi a que utilizou ácidos nucleicos. O material genético que codifica a produção de proteínas do coronavírus é inoculado em indivíduos, onde, nas células, passa a produzir a proteína alvo que estimula a produção de anticorpos específicos. Essa nova tecnologia deverá ser empregada para várias outras vacinas futuramente, bastando substituir a sequência genética.

Quando se fala em vacinas, surgem sempre as questões relacionadas aos possíveis efeitos colaterais.

Eventualmente, após a administração de uma vacina, podem aparecer reações locais, sistêmicas ou alérgicas. 

Reações locais são as mais comuns, caracterizadas como dor, edema e vermelhidão, no local da injeção. 

As reações adversas sistêmicas incluem febre, dor muscular, cefaleia e sonolência, sendo controladas com antitérmicos e analgésicos.

Raramente, alguns vacinados podem apresentar reações alérgicas graves, como choque anafilático, podendo ser causada pelo próprio antígeno presente na vacina, ou por algum de seus constituintes, como a proteína do ovo.

Decepções agem como vacinas. Doem, mas nos deixa fortes para enfrentar coisas piores no futuro. Prece é a vacina da alma.

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