Relato sobre minha vacinação
Dr. João Evangelista
João Evangelista Teixeira Lima é médico formado pela Emescam, com pós-graduação pela PUC-RJ. Especialista em Gastroenterologia e Clínica Geral, é colunista de A Tribuna e do Tribuna Online, onde também apresenta o quadro “Doutor João Responde” na TV Tribuna, abordando saúde e prevenção com linguagem simples.
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A expectativa de ser vacinado contra a Covid-19 mexeu com meu sono. Assim que amanheceu, corri para o consultório visando adiantar o atendimento aos meus pacientes, já que o horário agendado para o evento no posto médico seria às 11 horas.
Assim que aquela agulha foi introduzida em meu braço, uma emoção tomou conta do meu corpo, misturando gratidão com satisfação, chamando a atenção da jovem Carla Silva, sorridente enfermeira que me vacinou.
Distanciamento social, máscara, viseira e álcool gel conseguiram me manter distante do agressivo patógeno, mas não lograram afastar minha inquietude e meu temor. Ao longo desses angustiantes meses, perdi vários amigos e pacientes, tombados pela pandemia.
Em dado momento, interrompi a torrente de pensamentos para, diante da TV Tribuna, oferecer algumas orientações para aqueles que também serão vacinados.
Avisei sobre o fato de que não adianta ser vacinado e sair por aí, abandonando o distanciamento social, desprezando o uso de máscara e negligenciando a aplicação do álcool gel. Após a vacinação, o sistema imunológico leva, no mínimo, três semanas para fabricar anticorpos e gerar imunidade. Assim sendo, o indivíduo que não se proteger, corre o risco de contrair vírus, mesmo estando vacinado.
Aproveitei também para informar que, embora a eficácia de certas vacinas não alcancem níveis elevados, elas diminuem a carga viral, tirando o ímpeto da infecção, produzindo quadros mais leves da doença.
Algumas pessoas temem as consequências que a vacina pode gerar no organismo. É bom lembrar que a presença dos efeitos colaterais aponta para sua eficácia, uma vez que eles indicam que o sistema imunológico está reagindo à vacinação. Vacinas e drogas são usadas com uma finalidade, mas não existe seletividade em suas ações. Citamos, por exemplo, o uso de um antibiótico. A finalidade desse fármaco é destruir um micróbio específico. Todavia, ele também erradica bactérias benéficas que fazem parte da flora intestinal, embora isso não tire o mérito de seu uso.
É comum o aparecimento de algumas reações após a vacinação. Vermelhidão, dor e prurido no local da injeção são manifestações comuns. Cansaço, febre, cefaleia, garganta irritada e coriza também não são incomuns nos primeiros três dias após a vacinação. Estes sinais e sintomas são geralmente suaves e diminuem após alguns dias. A presença dessas ocorrências demonstra que a vacina é eficaz.
Diante da vacinação, como se comportou meu organismo?
Terminado o procedimento, o local mostrou-se levemente dolorido. Posteriormente, surgiu uma moderada cefaleia, acompanhada de discreta astenia. Durante a noite, o sono manteve-se normal e reparador. No dia seguinte, todos esses pequenos desconfortos haviam desaparecido completamente.
“Não existe esperança sem medo, nem medo sem esperança”.
Eis a vacina, essa líquida promessa que viaja pelo corpo, essa dádiva que a coragem empresta a vida.
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PÁGINA DO AUTORDoutor João Responde
A coluna “Doutor João Responde” é publicada todas as terças-feiras no Jornal A Tribuna e no Tribuna Online. O espaço trata de saúde e prevenção em linguagem acessível, onde esclarece dúvidas do público e comenta temas de saúde que estão em destaque no Espírito Santo.