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Doutor João Responde

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Colunista

Dr. João Evangelista

Doenças que provocam o crescimento do coração

Jornal A Tribuna | 18/01/2022, 11:52 11:52 h | Atualizado em 18/01/2022, 11:52

Tal como um instrumento musical, o coração depende de quem o toca.  Bombeando sangue sem parar, contraindo e relaxando, o coração representa o centro da vitalidade do corpo, o motor de todos os processos biológicos do ser humano.

Nosso lado afetivo também está associado ao coração, provavelmente porque ao sentirmos fortes emoções, como paixão, ansiedade, surpresa ou felicidade, é despertada uma sensação forte, visivelmente percebida na região do peito. Isto se dá pela adrenalina disparada na corrente sanguínea, elevando a pressão arterial. Os efeitos são a aceleração dos batimentos cardíacos, que demonstra sinal de vida.

“Do fundo do coração” surge o “afeto”, palavra que guarda relação com “afecção”, que significa estado patológico.

O coração pode ser vítima de modificações produzidas nele mesmo, como acontece nos distúrbios vasculares e elétricos, ou de enfermidades geradas fora dele, forçando seu trabalho e provocando sua dilatação.

Cardiomegalia é o crescimento anormal do coração. Não é considerada uma moléstia como tal, mas a manifestação clínica de alguma doença local ou generalizada.

Dependendo da entidade que a causa, a cardiomegalia pode ser transitória ou permanente, e leve ou grave.

O aumento do coração nem sempre produz sintomas. Alguns pacientes não têm conhecimento de sua alteração e são diagnosticados apenas acidentalmente. Outros apresentam sinais clínicos importantes, como palpitação, tosse, falta de ar e dor no peito, associados a danos irreversíveis ao coração.

Existem várias doenças que podem causar cardiomegalia. A maioria delas está concentrada na esfera cardiovascular, mas outras patologias sistêmicas ou infecciosas também podem provocar aumento cardíaco. Entre as mais frequentes se encontram a hipertensão arterial, diabetes, valvulopatias, derrame pericárdico e anemias.

Cardiomegalias leves ou transitórias nem sempre apresentam sintomas importantes. As manifestações clínicas geralmente aparecem quando o coração atinge um tamanho muito grande e sua capacidade funcional está seriamente comprometida. Quanto às infecções, citamos a doença de Chagas, moléstia parasitária provocada pelo Trypanosoma cruzi. Através dos percevejos, esse parasita é introduzido no ser humano, se alojando nas células cardíacas, gerando hipertrofia irreversível.

Outras causas de cardiomegalia são anormalidades da tireoide, doenças do tecido conjuntivo, hemocromatose e algumas moléstias consideradas raras.

Embora o órgão dilatado não retorne ao seu tamanho normal, existem tratamentos específicos.

Dependendo do grau de cardiomegalia, o doente poderá ter uma vida normal, mas deverá sempre evitar esforços e seguir regularmente as orientações médicas.

“O coração tem razões que a própria razão desconhece”. Isto talvez seja pelo fato de a razão ser menos dedicada do que o coração.
Sendo vítima dos enganos do corpo e de si mesmo, o coração sofre com as feridas que recebe e com aquelas que produz.

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