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Doutor João Responde

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Colunista

Dr. João Evangelista

Doenças podem comprometer o funcionamento da tireoide

| 04/02/2020, 07:32 07:32 h | Atualizado em 04/02/2020, 07:37

A glândula tireoide lembra uma borboleta, com seu corpo esguio agarrando-se à parte inferior da cartilagem tireoidiana, que está sobre a laringe, enquanto as asas, os dois lobos da glândula, estão dispostas de ambos os lados da traqueia.

Sua função consiste na produção de hormônio do metabolismo, aumentando a vitalidade de forma mais duradoura que os hormônios adrenalina e noradrenalina, de ação rápida, produzidos pelas glândulas suprarrenais.

Além do sistema circulatório, a tireoide também estimulada funções respiratórias e digestivas, a atividade nervosa e a excitabilidade muscular, o estado de alerta e a velocidade de raciocínio.

Essa glândula também desempenha um papel decisivo nos mecanismos de crescimento. No processo de evolução, a tireoide permitiu a passagem da água para a terra.

Apelidada como “glândula da criação”, essa estrutura conserva uma relação com o mar por meio do iodo, presente nos oceanos, a partir do qual ela produz seus hormônios. Quando os seres humanos afastam-se muito do mar, passam a ter problemas de tireoide.

Várias doenças podem comprometer o funcionamento da tireoide.

Algumas delas aumentam sua atividade, enquanto outras diminuem, como ocorre na tireoidite de Hashimoto, doença autoimune na qual o sistema imunológico ataca as células da tireoide, gerando inflamação, resultando em hipertireoidismo e posterior hipotireoidismo.

Na maioria das vezes, a enfermidade começa com aumento indolor da tireoide e, por isso, pode ser identificada apenas durante um exame de rotina; mas em outros casos, a tireoidite pode provocar uma sensação de bola no pescoço, que não causa nenhuma dor à palpação.

Aumento de peso, cansaço excessivo, depressão, cefaleia, lapso de memória, prisão de ventre, baixa tolerância ao frio, dores musculares e articulares, inchaço no local da tireoide, palidez, cabelo e unhas fracos são algumas manifestações produzidas pela tireoidite de Hashimoto.

O diagnóstico depende da história clínica e do exame físico, que em geral evidenciam uma glândula aumentada, bem como da avaliação laboratorial, através de dosagens do TSH, T4 livre e pesquisa de anticorpos antiperoxidase, antimicrossomal e antitireoglobulina.

Alguns exames de imagem do pescoço, como ultrassonografia e tomografia, ajudarão a conhecer as características da tireoide. Caso ela já esteja apresentando diminuição de suas funções, o tratamento, que consiste apenas em combater o efeito que a doença provoca, deve ser iniciado.

Quando o corpo expressa imperiosos sinais de alarme, devemos sempre buscar as causas. Os sinais do organismo jamais devem ser ignorados.

Enquanto isso, podemos subjugar os sintomas com medicamentos. Nossa saúde já se sentiria gratificada se tratássemos o corpo de maneira tão consciente como sempre fazemos com qualquer outra máquina.

Para compreender as sutilezas do organismo, devemos adubar a mente com intuição. A tradução dos sintomas lança luz sobre o procedimento.

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