Bile: sabão que dissolve gorduras
Dr. João Evangelista
João Evangelista Teixeira Lima é médico formado pela Emescam, com pós-graduação pela PUC-RJ. Especialista em Gastroenterologia e Clínica Geral, é colunista de A Tribuna e do Tribuna Online, onde também apresenta o quadro “Doutor João Responde” na TV Tribuna, abordando saúde e prevenção com linguagem simples.
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Bile é um fluído produzido pelas células hepáticas, sendo armazenado na vesícula biliar. Esta substância age nos alimentos de forma a auxiliar na digestão de gordura e na absorção intestinal de substâncias nutritivas presentes na dieta.
De sabor amargo, localizada debaixo do fígado, a bile é composta por água, bicarbonato de sódio, sais biliares, bilirrubina, colesterol, pigmentos, entre outros.
Viajando através dos canalículos biliares do fígado, essa secreção é armazenada na vesícula e depois despejada no duodeno. O recrutamento da bile acontece por estímulos de substâncias presentes na dieta, geralmente gorduras.
O sistema digestório é um dos maiores do corpo humano. Além dos segmentos primários que se estendem da boca ao ânus, existem numerosos órgãos digestivos acessórios que facilitam a formação e a absorção de micronutrientes a partir de macromoléculas ingeridas. Um desses é a vesícula biliar, órgão muscular que está localizado próximo ao fígado e atua no sistema digestório. Ela auxilia na digestão, estimulando a secreção de colecistocinina e neutralizando os ácidos até chegar ao intestino.
Semelhante a uma pera, a vesícula biliar apresenta cor verde-escuro devido à bile que ela armazena.
A bile produzida pelo fígado percorre o ducto hepático, passa pelo intestino e se encontra com o ducto cístico, oriundo da vesícula biliar. O encontro desses dois ductos forma o colédoco.
Assim que o bolo alimentar alcança o duodeno, ocorre um estímulo na vesícula biliar, que se contrai e libera bile, facilitando a digestão dos alimentos gordurosos.
Quando esse órgão deixa de funcionar como deve, o corpo reage, apresentando sintomas como enjoos, vômitos, diarreias e cólicas abdominais.
O mau funcionamento vesicular geralmente deve-se a presença de tumores ou cálculos que atrapalham a passagem biliar.
A principal irregularidade que pode acontecer na vesícula biliar é o surgimento de pedras. Cálculos são formados principalmente por colesterol e sais biliares. Eles se apresentam de diversos tamanhos, podendo ser pequenos, enquanto outros podem alcançar o tamanho da própria vesícula.
Algumas pessoas levam anos sem mostrar sinais do problema, outras têm variações leves, enquanto outras ainda têm grandes transtornos. O indivíduo com pedras na vesícula biliar costuma apresentar intolerância a alimentos gordurosos, dor no lado direito do abdômen, cefaleia, distensão abdominal, diarreia, náuseas e vômitos.
O tratamento da litíase consiste na retirada da vesícula, uma vez que se ela produziu pedras, provavelmente produzirá novamente, sendo necessária uma nova cirurgia.
Vale lembrar que, após a remoção da vesícula, o corpo ficará sem um órgão para armazenar a bile. Diante disso, o fígado passa a liberá-la diretamente no intestino delgado, mantendo sua função de sabão sem saboneteira.
Entre costelas, salames, bacons e picanhas, a bile só não dissolve “olho gordo”.
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PÁGINA DO AUTORDoutor João Responde
A coluna “Doutor João Responde” é publicada todas as terças-feiras no Jornal A Tribuna e no Tribuna Online. O espaço trata de saúde e prevenção em linguagem acessível, onde esclarece dúvidas do público e comenta temas de saúde que estão em destaque no Espírito Santo.