Barreiras de defesa do organismo
Dr. João Evangelista
João Evangelista Teixeira Lima é médico formado pela Emescam, com pós-graduação pela PUC-RJ. Especialista em Gastroenterologia e Clínica Geral, é colunista de A Tribuna e do Tribuna Online, onde também apresenta o quadro “Doutor João Responde” na TV Tribuna, abordando saúde e prevenção com linguagem simples.
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Para fazer triunfar a vida, o corpo faz da perseverança, da experiência e da prudência suas ferramentas. Nosso organismo possui mecanismos de defesa para combater os diferentes agentes que invadem o corpo e provocam infecções ou reações alérgicas.
As barreiras naturais são constituídas pela pele, pelas membranas mucosas, pelas lágrimas, pela cera dos ouvidos, pelo muco e pelo ácido gástrico. Além disso, o fluxo normal de urina elimina os microrganismos que entram no trato urinário.
O tecido epitelial e as membranas mucosas, como os revestimentos da boca, do nariz e das pálpebras, constituem barreiras eficazes. Cobertas com secreções, essas membranas inibem a presença de germes.
Umedecida pelas lágrimas, a mucosa ocular contém uma enzima denominada lisozima, cuja propriedade antibiótica protege os olhos contra infecções.
As vias respiratórias filtram partículas existentes no ar inalado. Os condutos dessas estruturas são revestidos com muco. Agentes nocivos, presentes no ar, são aderidos ao muco, que é expulso ao tossir ou ao assoar o nariz.
O movimento coordenado dos cílios que revestem as vias aéreas contribui para a expulsão do muco para fora dos pulmões.
O aparelho digestivo possui uma série de barreiras eficazes, como o ácido clorídrico, as enzimas pancreáticas, o suco biliar e as secreções intestinais. Essas substâncias destroem bactérias ou impedem que elas se multipliquem.
As contrações peristálticas do intestino e a renovação das células que o revestem ajudam a eliminar os microrganismos prejudiciais.
O aparelho urinário dispõe de várias barreias. A bexiga é protegida pela uretra, canal que conduz a urina para o exterior do corpo.
No sexo masculino, esse ducto prolonga-se de tal forma que as bactérias raramente conseguem passar por ele e alcançar a bexiga, a menos que, involuntariamente, se facilite a entrada de germes, quando são usadas sondas ou instrumentos cirúrgicos.
Nas mulheres, a uretra é menor, facilitando a passagem de patógenos externos para a bexiga. Em ambos os sexos, ao ser esvaziada, a bexiga elimina as bactérias por ventura presentes.
De natureza ácida, a vagina impede a presença de bactérias nocivas, permitindo a colonização de microrganismos protetores.
Caso alguns patógenos atravessem essas fronteiras naturais, o sistema imunológico será solicitado para socorrer o organismo.
Em poucas horas, exércitos de neutrófilos, macrófagos, células dendríticas e linfócitos estarão em luta contra os invasores.
O aumento da temperatura corporal também constitui resposta de proteção perante os agentes agressores. Embora provoque desconforto, a febre auxilia os mecanismos de defesa do organismo. Além de estimular o sistema imunológico, esse sintoma se constitui em valioso sinalizador em relação ao diagnóstico e à evolução da doença.
Consciente de que o sofrimento é o rompimento do invólucro que encerra a compreensão, o corpo está sempre de prontidão para proteger a vida.
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PÁGINA DO AUTORDoutor João Responde
A coluna “Doutor João Responde” é publicada todas as terças-feiras no Jornal A Tribuna e no Tribuna Online. O espaço trata de saúde e prevenção em linguagem acessível, onde esclarece dúvidas do público e comenta temas de saúde que estão em destaque no Espírito Santo.