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Direto da Redação

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Colunista

Luciano Rangel

Abel Santana e os jovens que fazem rir

Alunos de teatro encantam em festival com cenas que retratam com humor a vida moderna

Luciano Rangel | 26/08/2025, 13:33 h | Atualizado em 26/08/2025, 13:56

Imagem ilustrativa da imagem Abel Santana e os jovens que fazem rir
Cena do Festival de Esquetes apresentado pelos alunos de Abel Santana |  Foto: Neizi Magalhães/Divulgação

Fui assistir ao Festival de Esquetes, com textos e interpretações dos jovens alunos de Abel Santana, esse misto de diretor, ator, professor, produtor, empresário e visionário. O que se desenrola no palco é um belo e significativo milagre proporcionado pelo teatro.

Nos acostumamos a ver e ouvir que a geração de adolescentes de hoje se encontra diante de um desafio gigantesco, espremida entre seus quartos e telas, de onde têm apenas um vislumbre de emoções, vivências e realizações que valeriam muito a pena transformar em realidade, e que ainda não descobriram que qualquer vida vale a pena ser vivida, e que um futuro rico em experiências está ao alcance de quem se dispõe a brigar por ele.

No espetáculo organizado por Abel, entretanto, não há espaço para lamentações e amargor: apenas risos, muitos risos, ou a tentativa obstinada de obtê-los da plateia.

Emociona, porque são adolescentes fazendo humor de si mesmos, de suas vidas, de suas relações de condomínio mediadas pela tecnologia. Não, não houve análises de especialistas ou conclusões de que é preciso fazer alguma coisa urgente para salvar essa geração. A salvação estava ali mesmo, explícita, escancarada: jovens vivendo a arte de representar, dando o melhor de si e ironizando o seu dia a dia, o seu cotidiano familiar e escolar.

Abel, já na abertura do espetáculo, fala de como era ele mesmo um jovem muito tímido, liberto de sua condição pela oportunidade de representar uma cena no salão nobre do Colégio Americano, no centro de Vitória, aceitando o desafio de uma professora (abençoados sejam os professores que pegam os alunos pelas mãos e os erguem sobre suas inseguranças). Ele alerta que a maioria dos seus alunos talvez não seguirá a carreira artística (ora, quem sabe?), mas isso pouco importa.

Claro que são apenas estudantes de teatro; evidente que a trajetória é longa e a perfeição é fugidia.

Mas, e daí? O mundo atual é muito, muito assustador, e apenas tentamos entender o que passam os jovens nas vielas e labirintos dessa realidade virtual e gananciosa a que são submetidos. Mas, claro, há saídas. O que se viu no espetáculo dos alunos de Abel Santana foi que unir humor e arte é uma delas.

Aplausos! Eles merecem.

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