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Vídeo de reunião não afeta fiéis bolsonaristas

| 29/05/2020, 06:52 06:52 h | Atualizado em 29/05/2020, 06:57

A divulgação pelo Supremo Tribunal Federal (STF) da reunião ministerial do dia 22 de abril teve pouco impacto na imagem de Jair Bolsonaro, que conseguiu manter sua parcela de apoio mais fiel. Essa é a leitura de duas pesquisas feitas pela consultoria Atlas Político antes e depois do vídeo.

O estudo desta semana mostra que 12,9% dos entrevistados acham que a saída do ex-ministro da Justiça Sergio Moro melhora sua avaliação sobre Bolsonaro; 31,2%, que não altera; e 52,7%, que piora. Antes de a reunião vir a público, os números eram, na ordem: 4,2%, 27,8% e 66,1%.

Pera lá. Questionados se concordam com as críticas feitas pelo ex-ministro ao Presidente, 27,3% disseram que não e 63,8%, que sim. Antes do vídeo, eram 19,1% e 72%, respectivamente.

Traduzindo. Para o cientista político Andrei Roman, do Atlas Político, a conclusão é que o centro está reduzindo e, portanto, está aumentando a polarização.

Metodologia. A pesquisa foi feita online, com 2 mil pessoas, entre os dias 24 e 26 de maio. A anterior foi feita em abril, depois da demissão de Moro.

CLICK. Contrariando as recomendações da Saúde, Abraham Weintraub abraçou o blogueiro Allan dos Santos em gesto de solidariedade por ele ter sido alvo da Polícia Federal.

Free... Em mais um sinal de desgaste interno de Augusto Aras, procuradores estão se mobilizando por um abaixo-assinado para garantir a “independência do MPF na Constituição”.

...PGR. Já foram coletadas pelo menos 265 assinaturas de procuradores que defendem a obrigatoriedade de se seguir a lista tríplice.

Demora. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) encaminhou à Casa Civil um pedido para que o governo acelere o envio do Acordo de Facilitação de Comércio do Mercosul ao Congresso, assinado em dezembro.

No bolso. Cálculos da CNI mostram que a promulgação do acordo significará uma redução de cerca de US$ 500 milhões (R$ 2,7 bilhões) com pagamentos de taxas por ano para países do bloco.

The flash. De acordo com a entidade, o Brasil demora, em média, quatro anos para promulgar acordos negociados com outros países e ressalta que a medida é muito importante neste momento de forte crise econômica causada pela pandemia de Covid-19.

De olho… Ex-ministro da Defesa, Raul Jungmann afirmou que há uma “dificuldade crescente” de separar as Forças Armadas dos militares que hoje estão no poder. Mas reforçou que a instituição não está inserida no jogo da política.

…na lei. “De modo algum estão envolvidas em tentativa não constitucional de encontrar qualquer saída, seja o que for. O papel delas é de buscar a estabilidade”, disse à Coluna.

Ops. O general da reserva Paulo Rocha Paiva, chamado de “melancia” por Bolsonaro, deu razão ao Presidente no embate com o STF. “Estamos vivendo a ditadura da toga no Brasil. Isso é inadmissível”, disse, reforçando que fala só por si.

Calma. A mensagem de paz levada por Davi Alcolumbre a Jair Bolsonaro foi referendada por senadores como um “ultimato”. Parlamentares de diversos partidos acham que o presidente radicalizou e que a tensão entre os Poderes chegou ao limite. Avaliam ser preciso ir além das conversas.
 

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