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Imagem ilustrativa da capa de fundo do colunista Andreza Matais e Marcelo de Moraes

Coluna do Estadão

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Andreza Matais e Marcelo de Moraes

Supremo desperta para o orçamento secreto

24/10/2021 11:25:29 min. de leitura

É grande e cresce à cada dia no Supremo Tribunal Federal (STF) a expectativa sobre a decisão de Rosa Weber relativa às ações pelo fim das emendas de relator-geral, viga mestra do orçamento secreto e do castelo de cartas de Jair Bolsonaro no Legislativo. Em conversas reservadas, ministros demonstraram preocupação com o mecanismo criado pelo governo e pelo Congresso.

O tema vem despertando cada vez mais atenção. A interlocutores, o presidente da Corte, Luiz Fux, disse que deve pautar as ações assim que a ministra pedir inclusão delas em pauta. Parlamentares já fizeram ventilar que o assunto é “interna corporis”, ou seja, só da alçada do Legislativo, tese, no mínimo, controversa.

PONTO FINAL. As ações de Psol, Novo, Cidadania e Rede pedem que os pagamentos baseados nas emendas de relator-geral, identificadas pelo código RP-9, sejam suspensas até que o Supremo analise a legalidade e a constitucionalidade desses repasses.

CLICK. Antônio Neto, presidente do PDT paulistano,  acompanhou a projeção, em prédio da capital paulista, do novo slogan da pré-campanha presidencial de Ciro Gomes (PDT).

FUTURO. Aos poucos, presidenciáveis se posicionam contra o orçamento secreto, o que ajuda a engrossar o caldo político contrário ao dispositivo: João Doria (PSDB), Lula (PT), Simone Tebet (MDB) e Alessandro Vieira (Cidadania).

SÃO TOMÉ. Também apontado como pré-candidato ao Planalto, o general Santos Cruz cunhou frase de efeito sobre o assunto: “O orçamento secreto é o mensalão de última geração”. Ex-ministro da Secretaria de Governo, ele foi sucedido no cargo por Luiz Eduardo Ramos, que está na gênese dessa manobra orçamentária.

RÉGUA I. Pesquisa recente da Quaest Consultoria dimensiona o tamanho do desafio de Rodrigo Pacheco no PSD: 53% dizem não o conhecer o presidente do Senado. Em conversas reservadas, Gilberto Kassab tem dito que a partir de agora o projeto eleitoral de seu partido resolverá esse problema.

RÉGUA II. Diretor da Quaest, o cientista político Felipe Nunes diz que uma receita para o senador seria começar jogando em casa. “Por ser mineiro, Pacheco pode conseguir unificar o Estado para que volte a ter protagonismo nacional, principalmente depois de muito desgaste das lideranças políticas locais”, afirma ele.

VIA ABERTA. A pesquisa também aponta um possível caminho para a “terceira via”. A demanda por ela está concentrada nas regiões Sul e Sudeste, onde 22% defendem uma alternativa a Bolsonaro e Lula.

LICENÇA PARA... Quase três anos depois de ter assumido a Economia, Paulo Guedes ainda desperta em seus interlocutores a sensação de não ter entendido as diferenças entre o setor privado e o público, especialmente nas negociações.

...GASTAR. Ao furar o teto de gastos pela reeleição de Bolsonaro e do Centrão, Guedes dinamitou a conversinha de “inflexão ao centro”: o caminho é do populismo de direita.

Pronto, falei!

"A política econômica do governo Jair Bolsonaro é cruel. Vivemos a maior perda de poder aquisitivo desde a hiperinflação e a resposta é vale-gás e vale-fome”

JOSÉ LUIZ PENNA, presidente nacional do PV

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