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Radicalização na base leva partidos à reação

05/09/2021 12:00:49 min. de leitura

O flerte de filiados com pautas associadas ao bolsonarismo tem feito partidos que não são de extrema direita iniciarem reação contra algumas lideranças regionais, sob temor de uma radicalização. O Cidadania, por exemplo, botou na fila de expulsão o vereador Tenente Coronel Paccola, de Cuiabá, depois que ele publicou em suas redes um vídeo declarando apoio às manifestações bolsonaristas do 7 de Setembro (na próxima terça-feira).

O vereador critica o Supremo e diz que o ministro Alexandre de Moraes é ativista da implantação do socialismo no Brasil.

Retire-se. “Não há ameaça socialista alguma no horizonte”, diz carta do Cidadania ao vereador. “As liberdades não estão ameaçadas pelo regime democrático, mas por palavras e ações do Presidente. (O vereador) está no partido errado”.

Fora. O Novo expulsou o vereador Maurício Marcon, de Caxias do Sul (RS). A justificativa foi que ele teria contrariado o estatuto do partido. O parlamentar fez duras críticas à direção nacional da sigla e diz estar decepcionado com o Novo.

Divórcio I. A fé no Novo era tanta que o bonequinho que representava Marcon em cima de seu bolo de casamento usava a camiseta do partido. O “felizes para sempre” durou pouco.

Divórcio II. A situação em Caxias do Sul se assemelha a de outras saídas de quadros do Novo: as expulsões acontecem em meio a críticas de que João Amoêdo atropelou o estatuto da sigla e se tornou “dono” do partido.

Divórcio III. “É um partido que não permite que se critique o STF, que nos pressiona a sermos contra Bolsonaro, que não aceita uma postura independente em relação ao governo. Não acho correto isso de ficar só xingando”, disse o vereador à coluna.

Aqui... O presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, rebate as acusações de que o partido se tornou linha auxiliar da oposição ao governo de Jair Bolsonaro.

...não. “As críticas aos Poderes fazem parte, obviamente, não podem ser deselegantes. O que o partido é sumariamente contra são manifestações pedindo o fim das instituições democráticas, fechamento do Congresso, do Supremo, isso é inaceitável”, diz ele.

Toca o... A quantidade de mentiras delirantes e supostas conspirações que partiram dos grupos de WhatsApp bolsonaristas para entupir os smartphones nos últimos dias é algo para deixar com inveja os melhores roteiristas e escritores distópicos do mundo.

...berrante. Em uma das mensagens, por exemplo, está desenhado o roteiro de um golpe de Estado, do começo ao fim, como se tudo não passassem de mera formalidade. Em outra, até quem já morreu foi usado.

Pronto, falei!

"Você está indo defender o que? O aumento da fome e do desemprego, a gasolina cara, a crise energética, as mansões ou a impunidade da família Bolsonaro?”

Henrique Mandetta (DEM), ex-ministro da Saúde