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COLUNA DO ESTADÃO

PT tenta retomar mais poder de voto da União na Eletrobras

Coluna foi publicada na quarta-feira (1º)

Roseann Kennedy, Eduardo Gayer e Augusto Tenório | | Atualizado em
Coluna do Estadão

Estado de São Paulo


          Imagem ilustrativa da imagem PT tenta retomar mais poder de voto da União na Eletrobras
Deputado federal Bohn Gass (PT) apresentou uma emenda à MP da conta de luz |  Foto: Divulgação / Câmara dos Deputados

O deputado federal Bohn Gass (PT) apresentou uma emenda à medida provisória (MP) da conta de luz, com o objetivo de mudar a lei da desestatização da Eletrobras. A proposta é suprimir o trecho que limita o capital votante de qualquer acionista da companhia a 10%. Isso inclui a União, que tem 42% das ações. O governo já havia acionado o STF contra a redução de seu poder de voto com a desestatização, mas a ação não foi concluída. Preocupados com a ofensiva do Planalto sobre a Eletrobras, agentes do mercado alertaram o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, que a emenda de Gass - que é apenas uma entre as 175 apresentadas por parlamentares - seria um “jabuti” na MP, por não ter relação direta com seu teor original Procurado, o MME não respondeu.

ARGUMENTO. Em linha com a agenda do PT, Gass entende que a União precisa ter mais peso na Eletrobras por uma “questão estratégica”. Ele saiu em defesa da proporcionalidade entre a quantidade de ações e o capital votante. “É assim nas empresas de capital aberto”, declarou à Coluna.

ASPAS. No mercado, porém, não há otimismo com a iniciativa. “A MP é foco de atenção não apenas pela questão central dela, mas pela possibilidade do surgimento de matérias estranhas, que possam desvirtuá-la e até causar insegurança jurídica para investidores”, avaliou à Coluna Erich Decat, head de análise política da corretora Warren Rena.

ME DÊ… O relator do projeto de lei do combustível do futuro no Senado, Veneziano Vital do Rêgo (MDB), só vai incluir o diesel coprocessado da Petrobras na proposta se a estatal comprovar que o produto dela é renovável.

…MOTIVOS. “Os produtores de biocombustíveis não enxergam no coprocessado a mesma consistência que os biocombustíveis têm. Por outro lado, eles (a Petrobras) desdizem isso”, afirmou o senador em entrevista ao Broadcast/Coluna. Ainda assim, Veneziano garantiu que a queda de braço entre a estatal e o agronegócio não vai travar o projeto.

DUPLA. O prefeito de São Paulo Ricardo Nunes teve a primeira reunião de trabalho com Rodrigo Garcia. O ex-governador será coordenador do programa de governo para a reeleição, como revelou a Coluna. A ideia é criar grupos colaborativos com especialistas e populares.

DE LONGE. Depois de procurar apoio político entre governadores, parlamentares e ministros, na tentativa de se livrar do processo de cassação, o senador Jorge Seif (PL) preferiu embarcar para casa, o município litorâneo de Itapema (SC), e assistir a seu julgamento pelo TSE ao lado de familiares e amigos próximos.

RESISTÊNCIA. O ministro Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário) avisou a interlocutores que não vai ceder ao MST e manterá Junior Nascimento à frente da superintendência do Incra em Alagoas. O MST invadiu o prédio do órgão para reivindicar a troca.

AUTORIA. Nascimento foi indicado pelo presidente da Câmara, Arthur Lira, após Teixeira demitir Wilson Lima (primo do líder do Centrão) do Incra-AL. Um aliado do MST comandou o órgão apenas interinamente.


Vodcast Dois Pontos | Sobre inteligência artificial e emprego

"O maior impacto negativo da IA pode ser o aumento da desigualdade entre os trabalhadores que não podem ser substituídos e aqueles menos qualificados” - Priscilla Tavares, doutora em economia pela FGV

"No momento de criação da IA, estamos como estavam nossos antepassados no surgimento da energia elétrica. Vai impactar o quê? Vamos descobrir juntos” - Adriano Mussa, reitor/St. Paul Escola de Negócios

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