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Estado de São Paulo

CNM quer adiar eleição para o ano que vem

| 13/06/2020, 13:20 13:20 h | Atualizado em 13/06/2020, 13:24

A Confederação Nacional dos Municípios (CNM) passou a defender, oficialmente, o adiamento das eleições para 2021. Na prática, significa advogar pela prorrogação de mandato dos atuais prefeitos. Em documento enviado a líderes no Congresso, a entidade lista razões sanitárias, econômicas e jurídicas. O argumento central é a Covid-19.

A CNM diz não haver previsão de fim da pandemia. Além dos riscos, os gastos com as eleições, em meio à baixa arrecadação, seriam inoportunos. Sugere até repassar o Fundo Eleitoral para o combate ao vírus.

O filho é teu. Quem é crítico alega não ser democrático ou constitucional prorrogar o mandato dos prefeitos atuais. Já a CNM escreve: “Quem assumirá a responsabilização pela saúde e pelas vidas durante e pós processo eleitoral?”.

Plano B? A entidade municipalista diz ainda que, se a disputa for mantida em 2020, que seja na data prevista (outubro), para garantir o período de transição.

CLICK. Shéridan (PSDB-RR) e Vicentinho Júnior (PL-TO) formam um dos casais da Câmara. A deputada publicou homenagem a ele ontem, Dia dos Namorados.

Deu ruim. Repercutiu mal no meio militar e até mesmo no Planalto a entrevista do ministro Luiz Eduardo Ramos à revista Veja. Segundo disse ele, é “ultrajante e ofensivo dizer que as Forças Armadas vão dar golpe”. Resultado: reacendeu assunto incômodo.

Como assim? O alerta de Ramos à oposição para que “não estique a corda” também não pegou bem entre os militares. Eles viram na fala uma dubiedade. Ou seja, se a oposição esticar a corda, pode ter golpe?

Já vai tarde. O anúncio de que pretende ir para a reserva foi visto com ironia. Para alguns militares, Ramos já deveria ter tomado essa decisão quando aceitou o cargo de ministro no Palácio do Planalto.

Nem aí. No entorno de Ramos, porém, a avaliação é de que, apesar das críticas, ele não se arrependeu. Queria mesmo era dar o recado. Conseguiu.

O que deu Live do Grupo Prerrogativas com o jornalista Glenn Greenwald hoje, às 11h30, debate os desdobramentos da “Vaza Jato”, um ano após a divulgação das mensagens trocadas por Sergio Moro e procuradores federais. Será transmitida pelo YouTube.

Muro I. A crise da Covid-19 parece ser capaz de mudar quase tudo no mundo, menos a ambivalência da direção do PSDB. As diferenças internas continuam impedindo o partido de ter posições claras sobre Bolsonaro e em defesa de seus governadores, prefeitos e militantes, constantemente atacados pelo bolsonarismo.

Muro II. Parlamentares do PSDB disseram à coluna que vão pedir ao presidente Bruno Araújo nova reunião da Executiva Nacional. Há forte pressão interna para que o partido vá oficialmente para a oposição.

Muro III. Mas há cargos em jogo, além do medo de se misturar ao PT. Araújo foi consultado sobre nomeações por Luiz Eduardo Ramos. Disse que o partido não fará indicações. Mas, se algum parlamentar emplacar um nome, tudo bem….

Deixa comigo. Enquanto a direção nacional se omite, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso tem de entrar em campo para ser o contraponto crítico a Jair Bolsonaro em questões relativas à democracia, decoro e ataque às instituições.


Pronto, falei!


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