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Atos reunificam mundo jurídico após Lava a Jato

03/09/2021 08:45:14 min. de leitura

Dividido desde a fase mais aguda da Lava a Jato, o mundo jurídico está alinhado em estado de alerta com a proximidade dos atos de 7 de setembro, que ganharam ares de golpismo por parte de apoiadores de Jair Bolsonaro.

Ameaças de ruptura institucional são vistas com preocupação por líderes de entidades de classe da advocacia à magistratura brasileiras. Sob risco de que limites democráticos fiquem na iminência de serem extrapolados, forma-se um consenso que ecoa as palavras de Luiz Fux ditas ontem: não se pode ter tolerância com ataques.

Limites. “O direito de manifestação deve estar alinhado ao respeito à Constituição e tem de servir para fortalecer a democracia, não para fragilizá-la”, diz Ubiratan Cazetta, da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR).

Limites 2. Eduardo André Brandão, da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), diz que a magistratura estará vigilante quanto a infrações que atentem à democracia. “Qualquer ato de violência não pode ser admitido e deve ser coibido com todo o rigor da lei.”

CLICK. O chef Alex Atala exaltou o potencial de turismo gastronômico dos “sabores da Amazônia” em audiência na Comissão de Relações Exteriores do Senado.

Na lei. De Renata Gil, da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB): “Atentados contra o Estado de Direito não serão tolerados pelas autoridades. A democracia depende da firme atuação de todos”.

Tensão… “Estamos todos atentos, o País está atento. Sabemos do risco do momento. Será um dia terrível para a história do País se o 7 de setembro se transformar em um desfile fascista”, diz Felipe Santa Cruz, da OAB nacional.

…nas ruas. “Bolsonaro não apagará a força do Grito dos Excluídos, para quem efetivamente o governo deveria trabalhar. Estaremos nas ruas para defender a democracia e as instituições. Não há clima para retrocessos democráticos”, diz Marco Aurélio de Carvalho, do Prerrogativas.

Porta… Mais da metade dos brasileiros que se filiaram ao Novo já deixou o partido. Até agora, a Coluna apurou que já são registradas 35,5 mil desfiliações, um número que já supera o de filiados atuais, 33,8 mil.

…de… Somente em julho foram mais de mil desfiliações, recorde neste ano.

…saída. As defecções são entendidas como resultado da crise interna do Novo que divide o partido e põe em xeque o comando da sigla, nascida sob o discurso de modernizar e moralizar a política partidária.

Quem mudou? João Amoêdo, candidato a presidente em 2018, tem feito oposição sistemática a Bolsonaro, desagradando ao grupo antipetista do Novo, que vê no movimento fortalecimento de Lula. Amoêdo, porém, se mantém fiel aos princípios do partido e em defesa da Constituição.

Decola? A direção do partido avalia que a polarização afetou o número de desfiliações e também a expectativa não concretizada de abrir diretórios em diversas cidades. A luz no fim do túnel está na eleição do ano que vem.

Guarda Belo. Conforme a CPI da Covid ganha caráter criminalista, Omar Aziz fica cada vez mais à vontade no papel de “tira mau”, mas sempre com um toque de humor irônico: “Nem que seja de maca, mas ele virá aqui”, disse ele, em mais uma frase antológica sobre um depoente fujão.

Pronto, falei!

O STF tem a oportunidade de fazer reparação e justiça aos povos originários. O marco temporal é uma tese defendida só por grandes proprietários de terra”.

Marina Silva, ex-ministra do Meio Ambiente