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Cláudio Humberto

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Colunista

Cláudio Humberto

Zika vitimou quase 3.500 no Brasil desde 2015

| 09/02/2020, 14:36 14:36 h | Atualizado em 09/02/2020, 14:38

O novo coronavírus monopoliza as atenções da mídia, no Brasil, mas há outros vírus por aqui que exigem preocupação. Entre 2015 e 2019, por exemplo, o Ministério da Saúde registrou 18.578 casos suspeitos do vírus Zika; 3.496 confirmados. Em 2019 houve queda acentuada, mas o Zika continua ativo: dos 1.462 casos suspeitos, só 72 ratificados. Recém-nascidos (77%) foram a maioria das suspeitas no ano passado.

Um já é demais
Em 2019 registraram-se dez mortes associadas ao vírus Zika no País, mas a taxa de mortalidade é bem menor que no coronavírus: 0,006%.

Pobres bebês
Em 2019, dos 72 casos de Zika confirmados 64% são de bebês do sexo feminino. As bebezinhas também são 70% dos óbitos.

Preocupação jovem
Dos 17.116 casos de suspeita de Zika entre 2015 e 2018, a maioria corresponde a recém-nascidos: 13.974, equivalente a 81,6%.

Preocupação
regional
Entre 2015 e 2018, a maioria dos casos se concentrou no Nordeste (62,6%), seguido pelo Sudeste (20,2%) e Centro-Oeste (8,1%).

Seguradora Líder esconde arrecadação do DPVAT
O relatório 2019 da Seguradora Líder, “dona” informal dos bilhões do DPVAT, contém estatísticas, detalhes de 353 mil indenizações pagas ano passado, dados sobre vítimas e acidentes etc. Entretanto, apesar de tratar da quantidade de pagamentos feitos por invalidez permanente e reembolsos de despesas médicas, os valores dessas indenizações pagas não podem ser encontrados no relatório de 31 páginas.

Memória do cartório
Nos últimos 10 anos, o DPVAT faturou R$ 65,1 bilhões sem dar direito ao cliente de escolher uma seguradora para contratar o serviço.

Crescimento suspeitíssimo
A arrecadação do DPVAT cresceu a níveis siderais durante governo Lula e até 2016, na era Dilma. Aí começou o declínio.

O grande perigo
As motocicletas estão envolvidas em 50,7% das indenizações por morte e incríveis 82,5% dos pagamentos por invalidez permanente.

A quem interessa
A proposta de emenda que trata do fim do foro privilegiado está parada na Câmara há 415 dias. A manutenção do privilégio, diz o deputado José Nelto (Podemos-GO), só interessa a corruptos enrolados na Justiça.

Peças do destino
Velho amigo do presidente Jair Bolsonaro, o ex-deputado Alberto Fraga (DEM-DF) esteve cotado para a Secretaria de Governo, Segurança Pública e Desenvolvimento Regional. Três possibilidades frustradas.

Ives mandou bem
Além de corajosa, a decisão do ministro Ives Gandra Martins Filho, do Tribunal Superior do Trabalho (TST), de bloquear as contas de sindicatos que promovem greve política e abusiva na Petrobras, está sintonizada com os novos tempos e a moderna legislação trabalhista.

Melhor chamar a polícia
A bancada da Educação na Câmara só esteve com o ministro Abraham Weintraub duas vezes, sem previsão de novo encontro. Deputados de oposição alegam que o ministro só fala sobre maconha em faculdade.

Soldado da resistência
Para Gilmar Mendes, “mulheres trans são sistematicamente torturadas e violentadas em presídios masculinos” após relatório do Ministério dos Direitos Humanos, que é baseado em apenas 131 entrevistas.

Contabilidade criativa
A legislação manteve para 2020 o limite de gastos de campanha de prefeitos das últimas eleições: 40% no caso de 2º turno. Já o prazo para prestação de contas foi ampliado de 30 abril para 30 de junho.

Azul desbotado
O Sindicato Nacional dos Aeronautas informa que 96,8% dos copilotos rejeitaram a proposta da Azul Linhas Aéreas e entre os comandantes a rejeição foi de 100%. A reivindicação? Aumento salarial, é claro.

Um alento
Entre os caminhões, as vendas seguem em alta. O segmento teve aumento de 3,66% de janeiro para janeiro: 6.932 unidades em 2019 contra 7.186 em 2020. Entre as motos também houve uma alta, de 1,08.

Pergunta na quarentena
A turma do Ministério da Saúde deveria aliviar para os brasileiros, na quarentena de Anápolis, e prescrever uma Corona geladinha.

Poder sem pudor

Sem documento
Presidente da Infraero, o brigadeiro Adyr Vasconcelos era figura importante na República, por isso seu aniversário foi muito concorrido naquele ano de 1994.
Na entrada, atentas recepcionistas conferiam a lista de convidados. Com um presente nas mãos, ACM chegou e entrou. “O senhor precisa se identificar”, informou uma delas, alcançando-o já no salão. “A senhora é que precisa ler a História!”, respondeu ACM com a “delicadeza” habitual, dando-lhe as costas.

Colaboram: André Brito e Tiago Vasconcelos

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