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Cláudio Humberto

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Colunista

Cláudio Humberto

TSE cria brecha para financiamento eleitoral ilegal

| 19/03/2021, 09:44 09:44 h | Atualizado em 19/03/2021, 09:49

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) blindou de perda de mandato a deputada estadual do Amapá Marília Góes (PDT), mulher do governador Waldez Góes, cujas contas foram rejeitadas por haver recebido dinheiro ilegalmente de outro partido, o Republicanos.

O TSE ignorou a lei, que prevê a perda de mandato. De acordo com especialistas em direito eleitoral, a decisão abre um perigoso precedente: financiamento ilegal, mesmo empresarial, já não vai render punição do político beneficiado.

Doação foi ilegal
A Lei Eleitoral determina que só partido coligado formalmente pode fazer doações a outra sigla. O PDT de Góes não era coligado ao Republicanos.

Não esquentou lugar
O Ministério Público agiu contra o financiamento ilegal, mas se verificou que o dinheiro, metade dos gastos de campanha, já havia sido sacado.

Fachin votou com a lei
O ministro Edson Fachin (foto) foi voto vencido: só ele votou pelo cumprimento da lei. A maioria optou pelo viés “legislador” do TSE, reescrevendo a lei.

Porteira aberta
Aberto o precedente, o TSE livrou outro caso semelhante: a deputada federal Aline Gurgel, também no Amapá, hoje no Republicanos.

Brasil vacinou 1 milhão a mais que o Reino Unido
O Reino Unido foi o país que iniciou a vacinação contra Covid no ocidente e, desde então, é citado como exemplo para outras nações, ao contrário do Brasil, sempre apontado como exemplo do que não deve ser feito, até de promover “genocídio”. Porém, 60 dias após o início de vacinação, o Brasil passou de 15 milhões de doses aplicadas, um milhão a mais que as 14 milhões administradas nos primeiros 60 dias pelo Reino Unido, grande produtor de vacinas.

Script parecido
Assim como ocorreu com o Reino Unido, a vacinação no Brasil começou a acelerar apenas depois dos primeiros 30 dias de campanha.

Média cada vez maior
No caso brasileiro, a média desde o início da vacinação é de 248,5 mil doses por dia, mas a média dos últimos sete dias é de cerca de 330 mil.

Campanha mais longa
Desde a primeira dose, em dezembro de 2020, o Reino Unido aplicou em média 287,5 mil injeções por dia. Em 94 dias foram 27 milhões de doses.

Brado retumbante
Há cinco anos, o então deputado Major Olímpio foi ao Planalto protestar contra a posse fake de Lula como ministro de Dilma, para evitar ser preso. Sem microfone, gritou “vergonha!” e paralisou a cerimônia.

Vendedor de fumaça
Primeiro suplente do falecido senador Major Olímpio, Alexandre Giordano deve assumir a vaga sob pancadaria. Dizem em São Paulo que, sem setor de atividade definido, ele seria “vendedor de fumaça”.

Talento para amizade
Major Olímpio foi lembrado por inúmeros senadores pelo talento de fazer amizades. Emocionado, senador Eduardo Gomes lembrou o dia em que o falecido senador declinou de um debate com ele, líder do governo no Congresso: “Com o Eduardo, não, eu gosto dele, é meu amigo”.

Culpado favorito
A deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC/foto) culpou Bolsonaro pela morte de Major Olímpio e ainda o acusou de ir ao Acre para “proliferar a Covid”. Na verdade, ele foi levar apoio e recursos em razão de enchentes.

Não é simples
A Associação dos Juízes Federais do Brasil considera que “o momento exige compreensão das dificuldades, serenidade e amplo diálogo”. No quesito “diálogo”, é preciso combinar com os russos. E os poderosos.

Fazendo vergonha
Representantes do mais atrasado sindicalismo do planeta continuam envergonhando as próprias categorias. Ontem, em Brasília, houve quem defendesse o “direito de furar fila” da vacinação de dentistas de consultório, passando para trás idosos e portadores de comorbidades.

Admirados e não criticados
Nos primeiros 60 dias de imunização, a Alemanha aplicou 5,61 milhões de doses, a Rússia pouco mais de 4 milhões e a França, 4,11 milhões. Nenhum tem sido criticado. O Brasil aplicou pelo menos três vezes mais.

Contra o progresso
A energia solar tem tudo para se espalhar pelo Brasil, que tem um dos maiores potenciais geradores do planeta. Presidente do Movimento Solar Livre, Hewerton Martins, critica entraves criados pela Aneel e diz que o consumidor não terá preços acessíveis para “gerar sua própria energia”.

Pensando bem...
...em país onde é proibido demitir, o próximo passo será não contratar.

Poder sem pudor

Convite irrecusável
Os muitos anos como interventor em Minas deixaram Benedito Valadares mal acostumado. Ao anunciar que deixaria a vida pública, ele respondeu assim ao convite para ocupar cargo de direção em uma empresa privada: “Vou ter gabinete? Secretárias? Telefones?...”
O presidente da companhia respondeu afirmativamente, ele continuou: “...carro preto com motorista? Vou ter carro preto?...”
O candidato a empregador foi simpático: “Isso não estava nos planos, governador, mas a gente dá um jeito.”
Valadares respondeu, com um sorriso maroto nos lábios: “Então eu aceito, uai...”

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