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Cláudio Humberto

Colunista

Cláudio Humberto

Terror sobre Covid prejudica pacientes de câncer

| 14/03/2021, 11:43 11:43 h | Atualizado em 14/03/2021, 11:51

Um dos lados mais perversos da pandemia é o terror em que as pessoas passaram a viver devido à avalanche diária de reportagens apocalípticas que levaram muitos a deixar de fazer exames para se prevenir e tratar outras doenças graves.

Estudo comandado pela Sociedade Brasileira de Urologia de São Paulo trouxe revelações preocupantes com relação à queda de até 33% em diagnósticos de vários tipos de câncer. Essa conta chegará e, no caso do câncer, talvez não seja possível esperar a vacina.

Apenas em São Paulo
Dados colhidos em hospitais de São Paulo mostram que, comparados a 2019, são 4.500 casos de câncer de próstata não diagnosticados em 2020.

Exame faz falta
Em âmbito nacional, a estimativa é de que cerca de 22 mil pessoas podem não ter contraído a Covid, mas têm câncer de próstata e não sabem.

Problemas graves
Nos casos de câncer múltiplo na próstata, rim e bexiga, a redução nos diagnósticos foi de 26%, segundo a Sociedade Brasileira de Urologia.

Afetou a solidariedade
Outro problema criado pelo pânico instalado foi a redução dos doadores de medula óssea. O cadastro de doadores registrou queda de 30%.

Nada de Covid: violência matou 11 mil crianças
O número de mortes de crianças por Covid teve destaque esta semana, mas o que pode parecer preocupação é só uma nova tentativa de surfar na onda e ganhar cliques e audiência. O problema mais grave, segundo a Unicef, é outro. O braço da ONU ligado a crianças e adolescentes contabiliza, no último estudo, 32 assassinatos diários de menores no Brasil, equivalente a 11.680 por ano ou 15 vezes mais mortes que as provocadas da Covid. Mas o problema, antigo, não chama mais atenção.

Também supera a Covid
Na polêmica das cadeirinhas (foto), o Observatório Nacional de Segurança Viária revelou 1.292 mortes de crianças de até 14 anos no trânsito.

Grave e esquecido
A própria Organização Mundial da Saúde (OMS) já apresentou dados de uma morte de criança no trânsito a cada quatro minutos, no mundo.

Na pandemia
Conselho Tutelar de São Paulo também registrou alta de 1.100% nas agressões a menores em fevereiro, comparado ao mesmo mês de 2020, sem Covid.

Enfim, votação
Está na agenda do Congresso amanhã e na terça, a votação dos 16 relatórios setoriais que compõem o Orçamento. O trabalho está atrasado em mais de três meses, após mofar na gaveta de Rodrigo Maia.

Covardia e burrice
Além de inconcebível, as ameaças ao ministro Edson Fachin (foto), por sua decisão de livrar Lula de punição, é de uma burrice sem tamanho. Só vai estimular o reforço do espírito de corpo dos demais ministros.

Corporativismo pernicioso
Deputados (até de oposição) faturam a aprovação da PEC Emergencial, e comemoram a retirada da proibição de promoção ou progressão de carreira no serviço público. O pagador de impostos que se vire para bancar a conta. Nenhum salário público foi afetado pela pandemia.

Orçamento no horizonte
A Comissão Mista de Orçamento (CMO) deve votar o relatório final do Orçamento no próximo dia 23 e o plenário do Congresso no dia 24, em sessão conjunta da Câmara e do Senado.

Vingança é ética?
Virou um palco o Conselho de Ética da Câmara, que ainda discute o caso do deputado que foi preso pelo STF por atacar seus ministros. Mas agora o caso é a “quebra da placa” de Marielle Franco, em 2018.

De olho na 2ª onda
Especialista em gestão de risco, Hilton Vieira lembra que o setor de seguros cresceu 11% no ano passado, em meio à pandemia, e a força da segunda onda da Covid deve continuar impulsionando esse mercado.

Vacina exclusiva?
Uma associação de clínicas reconhece a “união de esforços” do público e privado, após a sanção da lei que permite a compra de vacinas por empresas. Mas reivindica a reserva de mercado: “não podemos ser colocados no mesmo cesto de outras empresas”.

Mandou bem
O Tampinha Legal coletou mais de 30 toneladas de tampinhas plásticas no primeiro bimestre do ano. Em vez de emporcalhar o meio ambiente, foram para reciclagem e renderam R$ 70 mil para entidades assistenciais.

Pensando bem...
...com salário público garantido, é muito fácil se preocupar com taxa de contágio. De casa.

Poder sem pudor

Cai fora, deputado
O jurista Paulo Brossard era deputado estadual, no Rio Grande do Sul, e discursava sobre a crise política da época e fingia não ouvir os insistentes pedidos de aparte de um adversário, Porcínio Pinto (PTB): “Como é, vossa excelência vai ou não me dar uma palavrinha?”
Brossard parou de repente e respondeu com calma e firmeza: “Por favor, retire-se do meu discurso!”

Colaboram: André Brito e Tiago Vasconcelos

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