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Cláudio Humberto

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Colunista

Cláudio Humberto

Relator aponta ressalvas das contas de Bolsonaro

| 10/06/2020, 07:33 07:33 h | Atualizado em 10/06/2020, 07:52

O voto do ministro Bruno Dantas, do Tribunal de Contas da União (TCU), como relator das contas de 2019 do governo Jair Bolsonaro, será por sua aprovação “com ressalvas”.

Ele deve enumerar várias irregularidades que, se não foram criadas no atual governo, já deveriam ter sido extintas, como a demagógica desoneração da cesta básica, fixada em 2013 por Dilma Rousseff, que custa R$ 32,3 bilhões por ano e só tem impacto de 0,1% na “redução das desigualdades” alegada para a adoção da medida.

Nosso bolso sofre
A desoneração de cestas básicas, que em 2019 custou R$ 32,3 bilhões, saiu mais cara que todo o Bolsa Família, ao custo de R$ 30,1 bilhões.

Gastança
não parou
Bruno Dantas já distribuiu seu voto entre colegas do TCU, mostrando que o Brasil gasta R$ 40 bilhões por ano em benefícios financeiros e creditícios.

Julgamento às 10h
O julgamento das contas do primeiro ano de governo Bolsonaro será realizado hoje. A sessão do TCU começa às 10 horas.

Pesquisa: para 63%, País vive “ruptura institucional”
Levantamento exclusivo Orbis/Diário do Poder, realizado em todo o País, revela que quase dois terços dos brasileiros (63,1%) acreditam que o Brasil já vive uma “ruptura institucional”, em razão das interferências dos Poderes em assuntos internos de outros poderes, ignorando os preceitos constitucionais de harmonia e independência.

Somente 16,2% divergem, negando a ruptura, enquanto 20,7% não sabem avaliar. No Sudeste, vão a 66,5% aqueles que acreditam que o país vive “ruptura institucional”.

Disputa de poderes
Em relação ao caso da divulgação do vídeo da reunião ministerial e o inquérito das supostas fake news, 45,6% acham que o STF tem razão.

Lado do governo
São 31,2% aqueles que acreditam que a razão está com o governo, nessa “briga” em que o STF tem desfeito atos do Executivo.

Dados da pesquisa
O instituto Orbis ouviu 4.032 pessoas em todas as regiões do Brasil, entre os dias 3 e 5 de junho. A margem de erro é de 1,54%.

Lanchinho isentão
Rodrigo Maia fez visita ao comitê de imprensa da Câmara dos Deputados para comer bolo com jornalistas da BBC, Valor, Globo etc. Repórteres festejaram e até publicaram nas redes sociais.

Fora do balcão
Não combina com os fatos a fofoca sobre substituição da ministra Tereza Cristina (Agricultura) por indicação do PSD de Kassab: Bolsonaro já avisou mais de uma vez que cargos de ministros não são negociáveis.

Não é bem assim
Apesar da previsão catastrófica do Banco Mundial, prevendo queda de 8% do PIB do Brasil, o economista-chefe do Bradesco, Fernando Honorato, mais próximo da Terra, projeta 5,9%. E diz que a recuperação será mais rápida do que o previsto, puxada pelo agronegócio.

Raiva faz mal à saúde
Deixou impressão muito ruim nos principais gabinetes do Planalto, até hoje, a expressão de raiva do secretário de Comunicação em recente coletiva sobre propaganda em blogs. Tanta raiva faz mal à preservação do emprego de Fabio Wajngarten, cada vez mais questionado no governo.

Pirataria antirracista
Jornalistas andam divulgando em grupos reservados a profissionais de comunicação o Pequeno Manual Antirracista, de Djamila Ribeiro (ed. Cia das Letras). Compartilham cópia pirata do livro em PDF, sem pagar.

Google censura
O Google sentenciou como “conteúdo perigoso ou derrogatório” notícia da demissão, em 2016, do diplomata Milton Rondó Filho, militante do PT que usava e-mails do governo para falar mal do Brasil. Procurado, o Google não explicou o seu eufemismo para censura.

Alô, MP
A Faculdade JK, do DF, desobedece decisões judiciais. Condenada a indenizar ex-aluna por danos morais por não entregar o diploma por três anos, a faculdade alega não ter R$3 mil. E não tem bens em seu nome.

Lula 2050
O presidente do PTB, Roberto Jefferson, brincou com a obsessão de petistas com Lula, bi-condenado por corrupção: “Em 2050 provavelmente o PT ainda estará inscrevendo Lula como candidato”.

Pensando bem...
...a OMS já pode pedir música: recuou por três vezes de suas “decisões do Olimpo”, a última no caso dos infectados assintomáticos.

Poder sem pudor

Pistolão no PT
Ministro do Planejamento do segundo governo FHC, Guilherme Dias surpreendia assessores pela paciência e simplicidade no relacionamento com o cidadão comum.
Certa vez recebeu carta desaforada de um servidor, simpatizante do PT, e não só a respondeu, espantando o missivista, como resolveu o problema relatado.
Em outra carta, dessa vez amável, o servidor federal agradeceu as providências e avisou: “Vou pedir ao Lula para manter o senhor no ministério.” Assim o ministro ganhou o seu “pistolão” no PT, mas não deu certo.

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