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Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

Colunista

Regina Duarte topa, mas pensa na rebordosa

| 21/01/2020, 08:20 08:20 h | Atualizado em 21/01/2020, 08:53

A atriz Regina Duarte quer mesmo a Secretaria Especial de Cultura. Nem faz questão do status de ministério, apesar de considerar isso positivo. Faz questão é de estrutura e recursos, para uma gestão marcante. Apesar do jeito doce e de haver dito certa vez ter medo do PT no poder, Regina é valente, como se viu na campanha de 2018, e fascinada com a chance de pôr em prática suas ideias para o setor. Quanto ao medo, Mensalão e Lava a Jato mostraram que ela tinha razão.

Rotina será dura
Regina Duarte não tem medo, mas reflete sobre se quer mesmo para ela e a família uma rotina que pode ser cruel. Rotina de pancadaria.

Patrulha ideológica
A eterna “namoradinha do Brasil” sabe que enfrentará a patrulha ideológica, que não admite um artista apoiando o governo Bolsonaro.

Capital afetivo
Se há o risco de ataques, Regina Duarte conta com autêntico exército de admiradores em todo o País, pronto para defender suas posições.

Vai que é tua, cambada
Por sua entidade, Abricrim, criminalistas tentam anular parte da Lei Anticrime prevendo confisco de bens dos clientes. Sem bens, ladrões da Lava a Jato, por exemplo, não têm como pagar honorários. Do jeito que o STF (foto) legislador vem desconstruindo leis, capaz de conseguirem.

Tamo junto, talkey?
A conversa no Rio pode ter dado a Regina a certeza de que Bolsonaro a ajudará a fazer um bom trabalho. E a enfrentar caras e bocas.

Reforma dificultou as aposentadorias especiais
Em vez de atingir em cheio as aposentadorias “especiais” de servidores dos Poderes Judiciário e Legislativo, o maior impacto da reforma da Previdência, na opinião de especialistas, será sobre quem tem direito a aposentadorias realmente especiais pela natureza dos trabalhos como carvoeiros e radiologistas. Apesar de expostos a condições insalubres e danosas à saúde, a idade mínima de 55 anos deve ser uma barreira.

Distorção
Para o professor de Direito Previdenciário André Luiz Moro Bittencourt, a idade mínima “torna o benefício inócuo” e “distorce o objetivo inicial”.

Alternativa
Bittencourt prevê enxurrada de pedidos de benefícios por incapacidade nessas profissões. “Isso se o trabalhador conseguir comprovar”, avaliou.

A dificuldade
Antes, falava-se em “integridade física” e agora a lei cita “agentes nocivos”. “Deixa margem para o entendimento”, afirma o professor.

Ativismo ignorante
Mais uma vez a Justiça do Trabalho de Sergipe coloca em leilão uma fábrica de cimento e de outros bens de empresa, em processo de valor de dez mil vezes inferior ao valor dos bens penhorados. É por essa e outras que estão querendo fechar a Justiça do Trabalho no Brasil.

Vulgaridade pedante
Juiz de Trabalho que esconde o despreparo no ativismo referiu-se ao atual momento do País, em sentença, como “merdocracia neoliberal neofascista”. E ainda foi defendido pela pelegada que o representa.

A vida como ela é
A atriz Regina Duarte chega a Brasília amanhã para conhecer a Secretaria Especial de Cultura do governo federal para um “test-driver”. O aspecto da repartição não é lá muito estimulante.

Túnel conveniente
O Planalto soube que os 75 traficantes não precisaram usar túnel para fugir. Saíram pela porta da frente da cadeia, após pagarem suborno. O governo do Paraguai é que usou o túnel para minimizar o vexame.

A Lava a Jato continua
O rompimento de uma tubulação de água rompeu, ontem, no anexo IV da Câmara, provocando a inundação de vários gabinetes, é a prova inegável de que a Lava a Jato continua trabalhando, mesmo no recesso.

Bolsa em alta
Segundo a própria Bolsa de Valores, ontem, compras e vendas de ações movimentaram R$ 12,6 bilhões. Foram R$ 9,9 bilhões em opções de compra e R$ 2,7 bilhões em opções de venda.

Pensando bem...
...errar o gabarito do Enem deveria render nota zero ao Inep.

O engavetador é outro
Políticos falam mal do ministro Gustavo Canuto (Desenvolvimento, foto) por “engavetar” seus pedidos. Mal sabem que o engavetador é o secretário-executivo Mauro Biancamano Guimarães, que exercia o mesmo papel na Secretaria de Governo do general Santos Cruz.

Poder sem pudor

Correção automática
Espirituoso, de inteligência brilhante, o embaixador Marcos Azambuja era diplomata em Buenos Aires quando seu chefe, Azeredo da Silveira, após algumas articulações, foi nomeado ministro das Relações Exteriores do presidente Ernesto Geisel. Levou para o Itamaraty todos os que serviam com ele, exceto Azambuja, um cético quanto às suas chances. Azambuja se rendeu e pediu audiência a Silveirinha, que logo lhe passou na cara: “Você nunca acreditou em mim, meu caro...”
Azambuja respondeu na bucha: “Errei, mas estou aqui para corrigir!

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