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Cláudio Humberto

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Colunista

Cláudio Humberto

Regalias na Câmara custam R$ 358 milhões por ano

| 04/10/2020, 13:28 13:28 h | Atualizado em 04/10/2020, 13:32

Enquanto brasileiros cobram um País mais justo com o corte de regalias e penduricalhos do serviço público, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, prega uma reforma administrativa tabajara, que não corta privilégio e só terá efeitos práticos no futuro. Segundo dados da Câmara, serão gastos R$ 358 milhões este ano só com auxílio-moradia, assistência médica e odontológica e outros benefícios tidos como “obrigatórios”.

Sem volta

Os “benefícios obrigatórios aos servidores” já tiveram os recursos empenhados e devem custar R$ 218 milhões até o final do ano.

Na nossa conta

No caso da “assistência médica e odontológica”, os gastos previstos na Câmara são da ordem de R$ 116,1 milhões. Sem chance de diminuir.

Câmara airlines

Parlamentares, servidores e “convidados” gastaram R$ 13,6 milhões em passagens aéreas. Sem pandemia, o total seria de R$ 78,8 milhões

Escorpião no bolso

Cada deputado recebe R$ 33,7 mil e cota de cerca de R$ 45 mil mensais para gastar como quiser. Além disso, mais R$ 4,2 mil de auxílio-moradia

Pandemia corta quase 80% das viagens do governo

A pandemia da Covid forçou alguns cortes de despesas do governo federal. As viagens “a serviço” bancadas com dinheiro público, que são usadas para engordar salários, despencaram de quase 767 mil, em 2019, para 175 mil este ano, equivalente a uma redução de 77,2%.

Os gastos com passagens e diárias na conta do pagador de impostos foram de R$ 1,13 bilhão no ano passado, para R$ 307,8 milhões em 2020. Os dados são do painel de viagens do Ministério da Economia.

Gasto ainda elevado

As mais de 885 mil diárias pagas a servidores públicos, terceirizados e “colaboradores eventuais” custaram R$ 224 milhões em 2020.

Estado gigantesco

O governo federal comemorou o corte de 14% nas diárias entre 2018 e 2019, mas ainda assim torrou R$ 658 milhões nessa rubrica.

Sem comparação

As 89,1 mil passagens custaram R$ 83 milhões até agora, este ano. Em 2019 foram emitidos 463 mil bilhetes, ao custo de R$ 467 milhões.

Recado recebido

O Planalto interpretou que ao acusar o ministro Paulo Guedes de não ter votos para aprovar privatizações, com a pergunta “e a culpa é minha?”, Rodrigo Maia mandou o recado de que ele é quem tem votos, por isso o governo terá de “ajoelhar e rezar” para aprovar projetos na Câmara.

Juiz do Supremo

Marco Aurélio (foto) reage quando se referem ao futuro colega Kassio Marques como “desembargador”, afirmando que a denominação, a rigor, não existe. Revelou que preferia ser chamado de juiz, em vez de ministro.

Penosa gestação

Quem reclama da rapidez de Bolsonaro na escolha do futuro ministro do STF certamente não se incomodou com a demora da então presidente Dilma, que levou 9 meses para apontar o substituto de Joaquim Barbosa.

Exigências absurdas

Na Bahia, a prefeitura de Ilhéus seguiu o governo estadual e acrescentou exigências que tornam impossível, para 90% dos artistas, o acesso ao auxílio emergencial, definido pela Lei Aldir Blanc. E a fome continua.

PT disfarçado

Em Maceió, é amarelo o “13” da marca multicolorida do petista Ricardo Barbosa. É o caso de Paulo Opuszka, em Curitiba (PR), que também optou pela logomarca multicolorida e tem delegado como vice.

É vergonha?

A eleição em Porto Alegre viu sumir a estrela do PT e o “13”. O ex-ministro Miguel Rossetto (foto) virou vice de Manuela D’Ávila, do PCdoB, e sumiu com qualquer identidade visual petista. Até o vermelho escureceu.

Alô, sucessor de Maia

Ao contrário da Câmara dos Deputados, os vereadores de Goianésia (GO) cortaram “gastos e regalias”, economizando R$ 1,5 milhão que foram repassados à prefeitura para bancar investimentos em Saúde.

Vai saber

As ações da BHP Billiton ainda não sofreram com a informação de que o MP retomou a ação de R$ 155 bilhões (U$ 27,4 bi) contra a Samarco, a “joint-venture” com a Vale que destruiu o meio ambiente, em Mariana.

Pensando bem...

...se debate fosse reality, a audiência seria histórica.

A lição de Afonso Arinos

Em 1960, Fidel Castro propôs a Jânio Quadros, que o visitava, uma reunião de “países emergentes”. A lição coube ao senador Afonso Arinos, que estava na comitiva: “Os países da África e da Ásia representam, numericamente, uma força maior que nós americanos e com interesses muito diversos dos nossos.

Caso esta cúpula se encaminhe para votações cujos interesses não sejam exatamente os nossos, eles formarão maioria, ficaremos expostos e seremos forçados a segui-los, perdendo o controle dos destinos da cúpula e obrigados a aceitar conclusões que não nos sejam favoráveis.” Fidel ficou calado e nunca mais se falou nisso.

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