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Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

Colunista

Pré-candidato, Maia visita desafetos de Bolsonaro

| 13/12/2019, 09:12 09:12 h | Atualizado em 13/12/2019, 09:33

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, não vai mais disputar mandato de deputado e confessou a esta coluna o projeto de governar o Brasil, instituindo “parlamentarismo-presidencialista”, que faria do presidente “rainha da Inglaterra”.

Ou se candidatando a presidente, “se houver condições”. Com agenda de pré-candidato, como mostram suas 235 viagens pela FAB este ano, ele faz campanha no exterior. Primeiro na Argentina, ansioso por selfie com o novo presidente, hostil a Bolsonaro.

Eu sou o Contraponto
Ontem, Maia começou na Europa, que ninguém é de ferro, um curioso esforço para ser recebido por figurões que não gostam de Bolsonaro.

Reeleição difícil
Maia não disputará novo mandato para evitar mico: em 2018, na crista da onda, foi só o 13º mais votado em seu estado. Somou 74 mil votos.

Presidente fraco
No parlamentarismo-presidencialista imaginado por Maia, o presidente “marromenos” só nomearia ministros da Defesa e Relações Exteriores.

Sonho de consumo
O projeto de Rodrigo Maia encanta poderosos grupos de comunicação, que se queixam de corte bilionário de publicidade do governo federal.

Brasil e Argentina já conversam. É a diplomacia
O novo embaixador da Argentina no Brasil, Daniel Scioli foi recebido ontem pelo vice-presidente, na sequência da ida de Hamilton Mourão à posse do novo presidente portenho Alberto Fernández. O encontro foi previamente endossado pelo presidente Jair Bolsonaro, que estava fora de Brasília, em viagem ao Tocantins. A agenda marca a retomada das conversas entre os dois países, após intensa troca de farpas entre o chefe de governo brasileiro e novo presidente argentino.

Costura diplomática
O embaixador Pedro Luiz Rodrigues, ex-secretário de Relações Exteriores do DF, articulou a reunião de Mourão com Daniel Scioli.

Encontro possível
Foi discutida a possibilidade de encontro de Bolsonaro e Fernández em meados de janeiro, durante viagem do presidente brasileiro à Antártica.

Tratativas tranquilas
Bolsonaro disse estar “à disposição” de Alberto Fernández e que terá “satisfação” de receber o argentino durante possível visita ao Brasil.

Decisão infeliz
Os ministros do Supremo Tribunal Federal, que nunca precisaram ralar em balcão de loja, nem fazem ideia do que é uma duplicata, confundem dívida com sonegação, e criminalizam ICMS não pago. Que horror.

Jogada criminosa
Deveria ser investigada na Câmara a jogada criminosa criando a figura do “juiz de garantias”, no Pacote Anticrime do ministro Sergio Moro (Justiça). Se isso não for vetado, juízes como Marcelo Brêtas e até Edson Fachin ficarão impedidos de prolatar sentenças na Lava a Jato.

Sem vacina
O deputado Heni Ozi Cukier (Novo), relator da reforma da Previdência em São Paulo, disse que não precisou se vacinar contra raiva, após a mordida do petista Luiz Fernando Ferreira. A dentada não tirou sangue.

Institutos de pesquisa
Os resultados de boca de urna no Reino Unido mostraram que o Partido Conservador ganhou mais 50 assentos em relação à maioria que já detinha. Vitória esmagadora, ao contrário do que previam os institutos de pesquisa queridinhos da imprensa. Inclusive a brasileira.

Diversificação
A turma da Vale, empresa que virou sinônimo de morte e destruição em Minas, tem coragem de beijar cobra na boca: contratou a Andrade Gutierrez, personagem da Lava a Jato, para administrar suas barragens.

Sem explicar
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), mandou cancelar a sessão que votaria a MP que transfere o Coaf do Ministério da Economia para o Banco Central e reestrutura o órgão. Ficou para terça.

Finalmente
A Comissão de Trabalho da Câmara aprovou projeto que cria o crime de fraude em obra ou serviço de engenharia público. Pena de reclusão de 4 a 12 anos. O substitutivo é do deputado Kim Kataguiri (DEM-SP).

Internet é no celular
A pesquisa “Redes Sociais, Notícias Falsas e Privacidade na Internet” do Senado mostra que entre brasileiros que acessam a internet, 98% acessam pelo celular. O computador é 2º colocado distante, com 61%.

Pensando bem...
...para quem tem medo de assombração, o Ato Institucional nº 5 (AI-5), extinto em 1978, completa 51 anos nesta sexta-feira 13.

Poder sem pudor

Ego de banqueiro
O general João Figueiredo não gostava de banqueiros, especialmente do dono do banco Itaú, Olavo Setúbal. Achava-o arrogante, embora sua gestão na prefeitura paulistana o credenciasse para o ministério.

Atendendo indicação da Arena paulista, Figueiredo convidou Setúbal para a presidência do Banco Central, mesmo sabendo que o banqueiro jamais aceitaria um cargo secundário, subordinado ao ministro da Fazenda.

O general só não contava com a resposta de Setúbal: “Banco por banco, presidente, fico no meu”.

Colaboram: André Brito e Tiago Vasconcelos

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