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Cláudio Humberto

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Colunista

Cláudio Humberto

Pfizer e Janssen exigiram dólares na frente e lá fora

| 24/03/2021, 10:01 10:01 h | Atualizado em 24/03/2021, 10:06

As farmacêuticas Pfizer e Janssen abusam do poder de produzirem as duas vacinas mais eficazes contra Covid.

No Brasil, além de exigirem aprovação de lei federal isentando-as de responsabilidade em caso de efeitos colaterais, ambas impuseram pagamento antecipado, lá fora, de uma espécie de “sinal”.

No caso das Pfizer, R$ 1,098 bilhão, equivalentes a US$ 200 milhões, e mais R$ 521 milhões (US$ 95 milhões) à Janssen.

Brasil encurralado
Sem vacinas no mercado e sendo Pfizer e Janssen as melhores, o Brasil teve de acatar exigências, que em outros tempos seriam inaceitáveis.

Tax free, of course
Os dois pagamentos tiveram de ser feitos em dólares, sem conversão para reais, e no exterior. Assim, não terão de pagar impostos no Brasil.

Negócio fechado
O governo brasileiro comprou 100 milhões de doses da Pfizer e 38 milhões da Janssen, que tem a grande vantagem de dose única.

Governo encurralado
Sob pressão e fragilizado, o governo não teve alternativa senão comprar as vacinas, para evitar a acusação de dar as costas às melhores vacinas.

Brasil aplica mais de 1 milhão de vacinas em 48 horas
O Plano Nacional de Imunização (PNI) ultrapassou pela primeira vez a marca de um milhão de vacinas aplicadas em 48h. Segundo o portal vacinabrasil.org, criado no Centro de Pesquisas Computacionais da Rice University (EUA), o Brasil aplicou 987 mil primeiras doses e 184 mil segundas doses de segunda a ontem, somando 1,17 milhão de vacinas em dois dias. Desde o início da imunização, já foram aplicadas 17,1 milhões de doses das 30 milhões disponibilizadas aos Estados.

Recorde vira média
Na sexta-feira, o Brasil chegou a mais de 551 mil doses aplicadas. O recorde já está próximo de virar média.

Acelerando 100%
A média diária de doses era de 205 mil em fevereiro, mas antes mesmo do fim de março mais que dobrou. Atualmente são 421 mil por dia.

Acaba em 2021
O ritmo segue acelerando, mas mesmo que continue nesse patamar, o Brasil conseguirá vacinar todos os maiores de 18 anos até o fim do ano.

Saia-justa garantida
Já está garantido o constrangimento do dia, no Palácio do Planalto, caso se confirme a presença do ministro Alexandre de Moraes acompanhando a reunião dos chefes de poderes com alguns governadores e ministros.

“É como voto”, só que não
Não é incomum magistrados reconsiderarem decisões. Raro é acontecer no Supremo Tribunal Federal (STF), sobretudo após a expressão “é como voto”. Tinha força de assinatura, após caso pensado. Só que não.

Sobrou para o Piauí
O ministro Gilmar Mendes (foto) fez bem, desculpando-se do colega Nunes Marques. Ao argumentar contra voto do ministro, ele disse que aquilo não ser aceitável “nem aqui e nem no Piauí”. Poderia ser mal entendido.

Percentuais
Agora, quando negacionistas apontarem o percentual para desqualificar o número de vacinados, terão de lembrar que é ainda menor o percentual de casos totais de Covid (12,1 milhões) do que de vacinados (12,7 milhões).

Provas ainda valem
Mestre em Direito Penal pela PUC-SP, a jurista Jacqueline Valles jogou água no chope dos petistas após decisão do STF. “Torna a análise das provas dos processos sem efeito, mas ele ainda poderá ser condenado”.

É uma África
Todo o continente da África vacinou só 8,34 milhões de habitantes, dos quais quase 6,8 milhões apenas do Marrocos. No total, são 0,006% de vacinados no continente, o segundo mais populoso do mundo.

Renascimento
Portugal enfrentou um grande aumento de casos e teve que combater a Covid com o remédio mais amargo, o lockdown. Felizmente, teve sucesso e já se prepara para abrir escolas, restaurantes etc, depois da Páscoa.

Para destravar
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) apresentou a edição 2021 da “Agenda Legislativa da Indústria” com projetos prioritários no setor. A previsão é de recepção melhor que a do antigo comando do Congresso.

Pensando bem...
...a notícia de que os vacinados superaram os casos confirmados não foi bem recebida pela torcida fúnebre.

Poder sem pudor

Show frustrado
Ao final da solenidade de posse do ministro Luiz Marinho (Trabalho) no governo Lula, o então senador Eduardo Suplicy (SP) confessou sua frustração com uma entrevista a Jô Soares, na véspera: “Eu estava preparado para cantar...”
Antes de ir para a tevê, ele ensaiou exaustivamente, até no avião, “Father and son”, celebrizada por Cat Stevens, para repetir o sucesso de Roberto Jefferson, que havia cantado no programa “Nervos de aço”, de Lupicínio Rodrigues. No caso de Suplicy, os telespectadores foram poupados.

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