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Cláudio Humberto

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Colunista

Cláudio Humberto

Pazuello lutou, mas Bolsonaro havia desistido dele

| 16/03/2021, 09:45 09:45 h | Atualizado em 16/03/2021, 09:49

Eduardo Pazuello até que se esforçou para tentar manter o cargo de ministro da Saúde, mas sua situação ficou insustentável após os partidos do Centrão, especialistas em governabilidade, convencerem o presidente Jair Bolsonaro da necessidade da mudança. O Centrão até tinha sugestões para o cargo, mas não pressionou o governo, em respeito ao seu princípio de escolher ministros, sobretudo de áreas estratégicas como Saúde. Bolsonaro havia desistido de Pazuello já na última sexta-feira.

Busca pessoal
Apesar das sugestões do Centrão, Bolsonaro fez sua busca pessoal de nomes notáveis, e bateu o martelo pelo cardiologista Marcelo Queiroga.

Perfil discreto
O novo ministro da Saúde tem perfil semelhante ao de Milton Ribeiro, ministro da Educação: é do ramo, respeitado e deve pacificar a área.

Figura “tóxica”
Pazuello virou uma figura “tóxica”, pagando preço elevado por seguir diretrizes muito criticadas. Acabou se queimando até com Bolsonaro.

Esforço inútil
Em nova coletiva, ontem, Pazuello tentou mostrar serviço, com boas notícias sobre compra de vacinas, mas o esforço foi inútil.

Etanol: Presidente prega venda direta, mas não age
Diante de apoiadores, o presidente Jair Bolsonaro voltou a defender a venda direta do etanol aos postos de combustíveis, ontem. Não é a primeira vez que ele diz ser favorável ao direito do produtor de vender seu etanol diretamente aos postos, sem a intermediação das distribuidoras, que atuam como atravessadores e encarecem entre 16% e 22% o preço final ao consumidor. O problema é que o Presidente não joga peso político para acabar o “cartório” que favorece as distribuidoras.

Cartório indecoroso
As distribuidoras, que só produzem notas fiscais, adquiriram na agência reguladora ANP a exclusividade na venda de combustíveis aos postos.

Dinheiro como grama
As distribuidoras lucram fácil. Privatizada, a BR Distribuidora teve lucro líquido de R$ 3,2 bilhões somente nos últimos três meses de 2020.

Agir, quem é bom...
Há um ano, Bolsonaro destacou o absurdo de a usina não poder vender seu etanol ao posto do outro lado da rua. Mas nada fez para mudar isso.

A danada da mosca azul
O projeto de Pazuello de disputar o governo ou vaga de senador do Amazonas, revelado nesta coluna, provocou quase tanta decepção quanto o antecessor Mandetta. A ambição dos dois custou-lhes o cargo.

Baita gestor
Celso Amodeo, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia, classificou de “baita gestor” o titular Marcelo Queiroga, ontem convidado a assumir o Ministério da Saúde. “Confio muito nele”, disse.

Vacinas contratadas
Marcelo Queiroga assume o cargo com mais de meio bilhão de doses de vacina já contratadas. Na sua coletiva de ontem, em tom de prestação de contas, Eduardo Pazuello fez um balanço de todas as doses revistas.

Lá e cá
O conselho municipal de Minneapolis aceitou o pagamento de US$ 27 milhões (R$ 152,5 milhões) à família de George Floyd, morto pela polícia. Aqui, o “preço” dado pela Justiça à vida do menino Miguel foi R$ 386 mil.

Piorou onde não devia
O Brasil enfrenta atualmente o que a Europa e os EUA enfrentaram há alguns meses. Aqui, os números dispararam porque estados populosos como SP e MG, além da Região Sul, superaram o quadro da 1ª onda.

Perda de tempo
A “comissão especial” da Câmara que acompanha o enfrentamento à pandemia de Covid-19 se reúne hoje para “discutir a situação das vacinas no Brasil”. A imunização começou há quase dois meses.

País 100% imunizado
A melhor notícia da coletiva do ministro Eduardo Pazuello (Saúde) foi que o Brasil comprou mais doses que o suficiente para imunizar 100% da população. Teremos mais de 100 milhões de doses para eventual reforço.

Prioridades
O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados analisa hoje o “plano de trabalho do relator” do processo contra a deputada Flordelis (PSD-RJ/foto), acusada de mandar matar o marido. No caso do deputado que criticou ministros do STF num vídeo na internet, a prisão veio primeiro.

Pensando bem...
...com quatro ministros da Saúde, Bolsonaro empatou com Dilma, Lula, Collor e Sarney. FHC teve cinco.

Poder sem pudor

Porcos poderes
A reação do irmão-deputado de José Genoino, cujo assessor foi preso com dinheiro na cueca, fez a oposição da época lembrar uma história contada no interior de Minas sobre o caso do ladrão misterioso de porcos numa cidade. Certa vez, pela madrugada, um delegado flagrou o larápio carregando um enorme porco nas costas. Gritou: “Então é você?!”
O cara de pau jogou o porco no chão e gritou: “Meu Deus, quem colocou este bicho em cima de mim?”
 

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