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Cláudio Humberto

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Colunista

Cláudio Humberto

Para Bolsonaro, “rachadinha” é problema de Flávio

| 19/06/2020, 09:03 09:03 h | Atualizado em 19/06/2020, 09:06

Jair Bolsonaro percebeu logo cedo, ontem, que fechar a boca era a melhor maneira de enfrentar o desgaste da prisão do vigarista Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro, a quem pertence o problema.
O próprio Presidente deixou claro em 23 de janeiro do ano passado, durante entrevista no Fórum Econômico de Davos. “Se, por acaso, ele (Flávio) errou e isso ficar provado, eu lamento como pai, mas ele vai ter que pagar o preço por essas ações que não podemos aceitar”.

Dividindo espaço
A novidade da demissão de Abraham Weintraub do Ministério da Educação acabou ajudando a dividir as manchetes com o caso Queiroz.
Falou e disse
Aquela declaração de Bolsonaro à Bloomberg, em Davos, foi citada pelos próprios auxiliares para convencer o presidente a evitar polêmica.
Rachadinha criminosa
Queiroz é acusado de recolher parte dos salários dos assessores do gabinete então deputado Flávio Bolsonaro em esquema de “rachadinha”.
Culpa quase formada
Ninguém parece ter muitas dúvidas de que Queiroz agiu a mando ou sob autorização do chefe deputado, na prática do crime de peculato.
PF apura corrupção
no Recife, já os vereadores...
As suspeitas de corrupção na compra de respiradores e materiais contra Covid-19 no Rio de Janeiro, de fato graves, parecem coisa para Juizado de Pequenas Causas quando comparadas à prefeitura do Recife, do PSB.
Apesar disso, o governador fluminense, Wilson Witzel, enfrenta processo de impeachment, enquanto o prefeito Geraldo Júlio, que manda em 30 dos 44 vereadores do Recife, nem sequer é incomodado com uma simples fiscalização pela Câmara Municipal. CPI, então, nem pensar.

Duas operações
O Recife, do prefeito Geraldo Júlio, é a única capital a receber duas operações da Polícia Federal em menos de um mês, contra corrupção em compras para combate à Covid.

Compras
suspeitas
Em 28 de maio, a PF, investigou no Recife compras sem licitação de R$ 11 milhões em respiradores que seriam usados em porcos.
Atitude repetida
Na última terça, a Polícia Federal voltou ao Recife investigando empresa suspeita à qual a prefeitura do Recife deu 14 contratos sem licitação de R$ 81 milhões.
Primeiro aqui
Ontem, foram audíveis os suspiros e expressões de alívio, no Planalto, em razão da saída de Abraham Weintraub do governo. A demissão do ministro foi adiantada nesta coluna na terça-feira.

Tertúlia em dólares
Morar em Washington, sede do Banco Mundial, e ganhando em dólares o equivalente a R$ 112 mil mensais, Abraham Weintraub terá a chance de manter intermináveis tertúlias com Olavo de Carvalho (foto), que vive perto.

Quarentena lucrativa
Sergio Moro e Abraham Weintraub têm algo em comum: a quarentena. Nada com a pandemia, mas com a regra que lhes garante por alguns meses, sem trabalhar, os salários de ministro até assumir outro emprego.

Dom da premonição
Criticados por Ibaneis Rocha, ministros caem. Foi assim com Mandetta, demitido após o governador do Distrito Federal destacar que ele falava muito e fazia pouco contra a Covid-19. Acusou Moro de nada entender de segurança pública e deu o peteleco final multando Weintraub por não usar máscara.

Inimigo do meu amigo
Bolsonaro editou MP que fere de morte o monopólio da Globo de transmitir jogos de futebol. A pedido do Flamengo, times agora poderão negociar direitos de transmissão dos jogos de que são mandantes. Inclusive com a Amazon, suposta nova patrocinadora do rubro-negro.

Decisão contestada
A estranha decisão de proibir que Fabrício Queiroz fosse levado para um presídio de ex-policiais, no Rio, acabou expondo o preso a penitenciária intolerante com os ex-integrantes das forças de segurança.
Mudança no Itamaraty
O diplomata Flávio Sapha, querido entre os colegas, é o novo diretor de Comunicação Social do Itamaraty. É filho e neto de embaixadores. O ex, João Alfredo dos Anjos Junior, assumiu a Secretaria de Ásia e Pacífico.
Sai, encosto
A presença de Abraham Weintraub tinha o significado ruim para o governo Bolsonaro. Era uma espécie de Midas às avessas: tudo o que tocava, mesmo teses valiosas, acabava virando imprestável.

Pensando bem...
...o olhar aéreo de Bolsonaro no vídeo com Weintraub mostra que, para o Presidente, o ex-ministro era um problema que ficava para trás.

Poder sem pudor

Memória seletiva
José Maria Alkimin, a mais célebre das “raposas políticas” mineiras, era secretário de Estado e foi ao interior inaugurar obras. Cometeu o erro de esquecer o deputado da região, que depois o procurou para se queixar:
“O senhor foi à cidade onde sou majoritário e se esqueceu de me chamar...” O malandro arranjou uma desculpa em cima da bucha: “'Esqueceu’, não! Não te chamei porque sabia que a cidade não tem um hotel digno de te hospedar!”

Colaboram: André Brito e Tiago Vasconcelos

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