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Cláudio Humberto

Colunista

Cláudio Humberto

Mau humor das ONGs se explica: a “fonte” secou

| 03/10/2020, 10:56 10:56 h | Atualizado em 03/10/2020, 11:06

Organizações “não governamentais” com acesso franqueado a milhões governamentais viram a fonte secar no governo Bolsonaro. Em 2018, último de Michel Temer, só quatro ONGs embolsavam R$ 80,1 milhões do Ministério do Meio Ambiente, segundo fonte da pasta.

O fim da farra, “turbinada” em governos do PT, explica a pancadaria no ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. De decisões do Conselho Nacional do Meio Ambiente à fusão do Ibama e ICMBio, tudo vira alvo de desconstrução.

Anos do “bem bom”
Uma das ONGs favorecidas, a conceituada Imazon, recebeu R$ 25,6 milhões em 2018, último ano do “bem bom” com o dinheiro público.

Dinheiro a rodo
Outra estrela da constelação de ONGs que faturavam muito, o Ipam recebeu R$ 23,4 milhões, mas o combinado eram R$ 24,9 milhões.

Pagamento integral
Entre as quatro ONGs milionárias, a ISA foi a única a receber o total previsto do governo: nada menos que R$ 19,7 milhões

Governamental “só” o dinheiro
Já a ONG ICV, outra que se beneficia de dinheiro governamental, recebeu “apenas” R$ 11,4 milhões do total previsto de R$ 16,4 milhões

Pagamos TV fechada para “autoridades” do TCU
O Tribunal de Contas da União (TCU) fiscaliza as contas de governos e outras entidades com um rigor que não parece se aplicar às próprias despesas. A contratação de TV por assinatura, por exemplo, será por conta do pagador de imposto para atender “todos os pontos demandados”. Isso inclui, segundo o tribunal, além da comunicação social e dos gabinetes dos ministros, as “salas de autoridades”.

Imagem ilustrativa da imagem Mau humor das ONGs se explica: a “fonte” secou
Autoridade de sobra
Ao que parece, o TCU tem mais autoridades que ministros: são nove ministros e a área de comunicação, mas serão 22 pontos de TV.

De tudo um pouco
O pregão prevê gastos de R$ 5 mil mensais para disponibilizar canais de notícias nacionais e internacionais, TVs Câmara, Senado e Justiça.

Anrã...
O TCU alega que canais internacionais não encarecem o serviço e se justificam pela atuação com órgãos de fiscalização superior no exterior.

Notícia velha
Pesquisas do Ibope divulgadas ontem pareciam notícia velha: apenas repetiam os números do Paraná Pesquisas, revelados na véspera, sobre a liderança de Celso Russomano (Rep) e Bruno Covas (PSDB) em São Paulo e de Eduardo Paes (DEM) no Rio.

Ex no cargo
Tem sido interpretado como ato de ironia o decreto de aposentadoria do ministro Celso de Mello, que o presidente Jair Bolsonaro assinou doze dias antes da sua saída. Será um “aposentado” em plenas funções.

13 na cabeça
Há 152 processos na pauta do plenário do Supremo Tribunal Federal na próxima semana, 13 dos quais tem o ministro Celso de Mello como relator. Ele adiantou a aposentadoria e vai deixar a Corte no dia 13.

Cara de pau é pouco
Um sindicato anunciou “abraço simbólico” na sede, no aniversário da Petrobras. A pelegada convidou políticos do Psol, PCdoB, além de Lula e Dilma, do PT, responsáveis pelo assalto que quase quebrou a estatal.

Sem urgência
A pandemia no Brasil já tem quase sete meses, mas só agora a Câmara dos Deputados marcou a análise da medida provisória (de julho) do presidente Bolsonaro que concede crédito a pequenas e microempresas.

Vanguarda do atraso
O deputado André Figueiredo (PDT-CE) tenta, de todos os jeitos, impedir a privatização dos Correios. Agora quer uma lei para impedir o estudo que analisará a viabilidade de venda da estatal inchada e quebrada.

Início do getulismo
Hoje completa 90 anos a tomada do quartel-general da 3ª Região Militar, por Osvaldo Aranha e Flores da Cunha, dando início à “Revolução de 1930”, o golpe armado que depôs o então presidente Washington Luís e impediu a posse do presidente eleito, Júlio Prestes.

Quem acredita, paga
Como o partido Novo recusa os fundos eleitorais, candidato a vereador em São Paulo Marcelo Castro conseguiu engordar a “vaquinha” virtual para a campanha rapidamente. Em menos de 48 horas superou R$ 58 mil.

Pensando bem...
... a defesa dos ideais de certas organizações não governamentais é inversamente proporcional à grana que recebem... do governo.

PODER SEM PUDOR

Resposta a cavalgadura

Deputado oito vezes, o general gaúcho Flores da Cunha era muito culto e, grande tribuno, tinha uma admirada rapidez de raciocínio. Certa vez, discursava na Câmara presidida por Ulysses Guimarães, e tentava ignorar os pedidos de aparte de um deputado do baixo clero, que gritava:

“V. Exa. foge ao debate! É incoerente! Dá uma no cravo, outra na ferradura!” Flores da Cunha se impacientou e demoliu o provocador: “V. Exa. é o culpado! Por que se mexe tanto? Assim não posso ferrá-lo...” O plenário desabou em demorada gargalhada.

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