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Cláudio Humberto

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Colunista

Cláudio Humberto

Índia, Brasil e Rússia aceleram ritmo da vacinação

| 06/03/2021, 10:53 10:53 h | Atualizado em 06/03/2021, 10:57

A Índia, o Brasil e a Rússia são os três países que mais elevaram o ritmo de vacinação contra a Covid neste mês de março. Segundo dados do Our World in Data, a Índia, grande produtora de vacinas, aumentou em 43,8% a média de doses aplicadas e passou de 490 mil para 705 mil vacinas diárias.
No Brasil, as 1,2 milhão de doses aplicadas nos últimos três dias fizeram a média subir 35%, superando 277 mil por dia. A Rússia foi de 70.400 doses diárias para 150.500, em média, alta de 113%.

Rápido e acelerando
Atraso no envio de vacinas e insumos fizeram críticos acusarem o Brasil de ficar para trás, mas seguimos em ritmo melhor que a média mundial.

Vai dar Brasil
Com 94 milhões de doses compradas e com entrega prevista até o fim de abril, a previsão é de que o Brasil use a expertise e acelere a vacinação.

Em queda
No sentido contrário, o Reino Unido, primeiro país do Ocidente a iniciar a vacinação, a média caiu cerca de 10% este mês, para cerca de 350 mil.

Puxando a fila
Rico e produtor de vacinas, os EUA subiram “apenas” 12%, mas a média já era altíssima, 1,82 milhão de doses diárias. Hoje são 2,04 milhões.

São Paulo mostra
que negligencia aglomeração em ônibus
O “show do meio-dia” do governador João Doria, ontem, foi um raro flagrante de despreparo. Uma repórter da Rádio Bandeirantes, Maira Di Giaimo perguntou a João Gabbardo, mandachuva nas ações contra Covid, sobre a ideia de escalonar horários de atividades para evitar aglomeração nos transportes, exposta na emissora um pouco antes pelo secretário da área, Alexandre Baldy. Ninguém sabia o que dizer. Pior: ficou claro que ônibus e metrô lotados na pandemia não preocupam aquelas autoridades. Talvez porque jamais usaram transporte público.

Cri, cri, cri...
O vexame se deu quando João Gabbardo (foto) passou a bola para Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento. Atônita, a moça nem abriu a boca.

Cada macaco...
O silêncio de Patrícia foi quebrado por Doria (“ela foi pega de surpresa”), que sapecou “cada um no seu galho”, encerrando o assunto.

Vexame não é novo
Patrícia admitiu à Rádio Bandeirantes dia 25 passado, que aglomeração em ônibus e metrô nunca foi tema discutido no “centro de contingência”.

Moro faz diferença
Disputa sem Sérgio Moro, em 2022, beneficia sobretudo Jair Bolsonaro, que sai da média de 32% nos demais cenários para 37,6%. A desistência de Luciano Huck não altera o quadro, mas dá 1 ponto a cada adversário.

Rebola, Mandetta
O ex-ministro “seachão” da Saúde Luiz Mandetta terá de rebolar vestido de havaiana para se tornar mais relevante. Incluído na pesquisa para presidente em 2022, aparece com 1,7% num cenário e 2,7% no outro.

Bola dentro
O governador Ibaneis Rocha mandou bem ao reabrir escolas do Distrito Federal. Vai priorizar educação e ficou evidente que crianças estão mais seguras na escola cumprindo protocolos sanitários que aglomeradas na rua.

Outro ritmo
A PEC Emergencial foi aprovada anteontem no Senado e o presidente da Câmara, Arthur Lira, já avisou que tem os votos para aprovar sua urgência no plenário para que o benefício já seja pago neste mês.

Parla, Papa
Loquaz quando se trata do Brasil, o cardeal argentino Bergoglio, mais conhecido como Papa Francisco, mantém constrangedor silêncio sobre a legalização do aborto em seu país, há 60 dias, por decisão do Senado.

Atividade essencial
A deputada Paula Belmonte (Cidadania-DF) promove nesta segunda, na TV Câmara e redes sociais, um seminário com especialistas sobre os prejuízos à educação das crianças e jovens provocados pela pandemia.

Linha de frente?
Sindicato de servidores do fisco foi um dos poucos a se posicionar contra a PEC Emergencial e o congelamento de salários, alegando prejuízos à “linha de frente do combate à pandemia”. Tem fiscal nos hospitais?

Pensando bem...
...o governo Doria provou mais uma vez como é difícil pensar no transporte público andando no banco de trás de carrões oficiais.

Poder sem pudor

Elegante pregador
Durante a Constituinte, há quatro décadas, o senador Afonso Arinos (PSDB-RJ) não relaxava na sua pregação parlamentarista. Certa vez, em conversa com repórteres que cobriam o Congresso, ele começou a discorrer sobre as crises do presidencialismo, ao longo da História.
Os jovens jornalistas não pareciam muito interessados. Afonso Arinos captou a mensagem: “Meus filhos, isto para vocês é História, mas, entendam: para mim, é memória...”

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